Foi uma espécie de murro na mesa, que não se ouviu tanto como poderia ser expetável por ter sido muito colado ao início do Sporting-Barcelona mas que promete continuar a dar que falar nos próximos dias: à margem de um encontro com Fernando Medina, atual presidente da Câmara de Lisboa e candidato nas autárquicas do próximo domingo, Bruno de Carvalho queixou-se de uma campanha que “nada tem a ver com o desporto” e que está a atingir “o limite dos limites”, ao ponto de ter a polícia a ir a sua casa três vezes no último mês por denúncias anónimas.

“No último mês a polícia já foi três vezes a minha casa a altas horas da noite, por telefonemas anónimos, de barulho a violência doméstica. Antes de ser presidente do Sporting, sou filho, pai e marido e estou a ser permanentemente incomodado com estas situações ridículas. Alguém terá de pagar”, comentou o líder verde e branco, antes de apontar baterias a José Manuel Meirim, presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, após mais um castigo de três meses de suspensão por declarações públicas numa entrevista.

Bruno de Carvalho suspenso por 90 dias por causa de entrevista televisiva em março

“Vivemos num país livre, democrático, e já ultrapassámos tudo aquilo que tem a ver com desporto e futebol. Estamos a entrar num plano que considero pessoal e é mais uma que vou juntar ao processo cível que estou a fazer contra o doutor Meirim. Os castigos vão-se sucedendo, mas também o processo cível vai engrossando. Estamos a atingir os limites dos limites. A minha crítica, como a de todos, é válida, mas parece que não querem que critique. “, salientou.

Por fim, Bruno de Carvalho abordou ainda o âmbito do encontro com Fernando Medina. “O Sporting está sempre aberto a receber quer entidades públicas, quer candidatos. Temos feito um trabalho muito bom com a Câmara e o pavilhão é um exemplo. Estamos felizes por estas reuniões e sempre abertos às mesmas”, frisou.