Milhares de pessoas manifestaram-se esta domingo em Manchester contra a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e as políticas de austeridade do Governo, no primeiro dia do congresso anual do Partido Conservador.

Vários grupos que se opõem ao Brexit convocaram um protesto para pedir ao Governo liderado por Theresa May que permita uma “mudança de ideias” aos votantes que optaram por abandonar a União Europeia no referendo de 23 de junho do ano passado, que ditou a saída do Reino Unido do grupo dos 28.

Queremos dizer a Theresa May [primeira-ministra] e Boris Johnson [ministro dos Negócios Estrangeiros] que não somos cidadãos de nenhuma parte, mas pessoas orgulhosas de sermos britânicos e europeus”, disse o líder do Partido Liberal-Democrata, Vince Cable.

Por sua vez, o presidente do Movimento Europeu Reino Unido, um dos grupos que convocou a marcha, defendeu que “uma democracia saudável é um diálogo em que todas as vozes devem ser escutadas e deve permitir que os votantes mudem de opinião”.

Alguns dos participantes no protesto erguiam bandeiras da União Europeia e mensagens como “não somos moeda de troca”, em referência à negociação sobre os futuros direitos dos cidadãos comunitários e os britânicos em ambos os lados do Canal da Mancha.

Num protesto paralelo contra o executivo de May, os manifestantes entoaram o nome do Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, o maior partido da oposição no Reino Unido.

Um responsável sindical defendeu, por seu turno, a convocação de uma greve geral do setor público para “derrubar os ‘tories'” (conservadores), cujas medidas de austeridade “estão literalmente a matar pessoas”.