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Pinto da Costa e o regresso à tribuna de Alvalade quatro anos depois de uma noite agitada

Salvo algum imprevisto de última hora, Pinto da Costa, presidente do FC Porto, vai regressar à tribuna de Alvalade para o clássico desta noite quatro anos depois de uma noite marcada pela polémica.

Jorge Nuno Pinto da Costa esteve pela última vez na tribuna de Alvalade em 2013, podendo regressar mais de quatro anos depois

ESTELA SILVA/LUSA

Em Espanha, é regra; em Portugal, quando acontece, é uma exceção. E, como tal, torna-se notícia: Pinto da Costa, presidente do FC Porto, vai regressar esta noite à tribuna de Alvalade (a não ser que aconteça algum imprevisto de última hora) para acompanhar o clássico que tem início marcada para as 19h15, após mais de quatro anos de ausência no espaço nobre do estádio do Sporting pela má relação dos clubes entretanto ultrapassada.

No entanto, a última vez que o líder dos azuis e brancos marcou presença na tribuna acabou por trazer polémica: em março de 2013, Pinto da Costa teve uma forte altercação com o ex-dirigente leonino Paulo Abreu, que por pouco não chegou a vias de facto. Reinaldo Teles, que também se encontrava no local, foi outro dos elementos envolvidos na discussão verbal que acabou por ser interrompida pelo presidente verde e branco, Godinho Lopes.

A partir daí, devido ao corte de relações institucionais entre Sporting e FC Porto em junho de 2013, no seguimento da confusão entre Adelino Caldeira, vice dos dragões, e Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, não mais o dirigente portista voltou ao espaço, tendo mesmo existido o célebre episódio dos oito bilhetes de tribuna cedidos pelos leões à luz dos regulamentos… mas todos separados. Nesse encontro, Pinto da Costa e a restante comitiva de dirigentes (acompanhada por alguns seguranças) viu a partida num dos camarotes do estádio.

Tudo acabou em maio de 2017, altura em que os dois clubes decidiram reatar relações institucionais por considerarem que era mais aquilo que os unia do que separava.

“Os temas que foram abordados prendem-se com questões que consideramos fundamentais para o futuro e pacificação do futebol português e em que, verificámos, existe convergência de posições: o vídeo-árbitro e regras da sua implementação; a publicidade imediata dos relatórios dos árbitros e dos delegados; alterações ao regulamento disciplinar de modo a que esteja conforme a Constituição da República e a que os castigos sejam confinados ao âmbito estritamente desportivo; propostas no sentido de que os recursos para o TAD e o Conselho de Justiça tenham efeito suspensivo das decisões do Conselho de Disciplina; substituição imediata do coordenador dos Delegados da Liga; reconhecimento dos títulos do Campeonato de Portugal como sendo de Campeões Nacionais, como consta da documentação oficial da Federação Portuguesa de Futebol e suas plataformas; regresso dos sumaríssimos para lances em que o árbitro não tenha visto e sejam detetados pela transmissão televisiva; que a lei seja efetivamente cumprida no que respeita às claques e à violência no desporto, doa a quem doer; redução dos jogos disputados à noite”, explicaram os dois clubes num comunicado conjunto.

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