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O Sporting não celebrou qualquer golo em Alvalade nos últimos três jogos.

É certo que foram competições diferentes: 0-0 com o Marítimo na Taça da Liga; 0-1 com o Barcelona na Liga dos Campeões; 0-0 com o Futebol Clube do Porto na Primeira Liga. Mas é preciso recuar até à temporada 1990/91 (era Marinho Peres o treinador dos verde-e-brancos) para encontrar um período de tanta “pólvora seca” jogando em casa. O plantel nem era de todo mau: Luizinho na defesa, Balakov ou Douglas a meio-campo; Luís Figo, Cadete e Fernando Gomes mais voltados ao ataque.

Mas entre 10 de abril de 1991, quando empatou 0-0 com o Inter na Taça UEFA, e 12 de maio do mesmo ano, quando empatou (lá está: a zero) com o Marítimo, o Sporting esteve quatro encontros sem “molhar a sopa” no velhinho José Alvalade. Derrotaria o Gil Vicente em casa na derradeira jornada da I Divisão.

Não se pode propriamente dizer que o Sporting está em crise de resultados. A verdade é que ainda só perdeu uma vez esta temporada (e logo contra o todo-poderoso Barcelona) e ainda não perdeu qualquer jogo no campeonato: oito encontros, seis vitórias e dois empates.

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Mas não é menos verdade que não vence (contabilizando todas as competições) há precisamente quatro encontros, somando três empates e a tal derrota com o Barça de Messi. E esse foi o seu pior registo na época passada. Na verdade, o da época passada até seria ligeiramente pior: na altura, perdeu os dois encontros contra o Borussia Dortmund na Liga dos Campeões, empatando em casa em duas jornadas sucessivas, contra Tondela e Nacional.

Mataria o “borrego” à décima jornada, quando venceu (3-0) o Arouca em Alvalade. Os adeptos do Sporting, face a esta “seca” de golos e de vitórias, esperam que o “borrego” que se segue seja o Oleiros, a 15 de outubro, na Taça de Portugal.