Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

As autoridades dinamarquesas encontraram vários vídeos comprometedores no computador de Peter Madsen, o suspeito de ter matado a jornalista sueca a bordo do seu submarino UC3 Nautilus. Os vídeos, resultado da investigação do último mês, mostram imagens de mulheres a serem decapitadas e outras torturadas.

De acordo com o El Mundo, o inventor nega que os vídeos lhe pertençam e alega que esse computador era utilizado por outras pessoas da sua tripulação. Para além disso, a investigação concluiu que o suspeito tinha vestígios de ADN da jornalista na cara, mãos e corpo. A defesa de Madsen negou ambas as acusações – tal como tem vindo a negar as acusações de homicídio da jornalista.

O relatório acaba ainda a confirmar que o corpo de Kim Wall sofreu uma série de mutilações — seria uma maneira de o inventor se certificar de que o corpo não viria à superfície. Para além disso, Madsen terá ainda desmembrado o corpo da jornalista.

Corpo sem cabeça e membros corresponde à jornalista sueca desaparecida após naufrágio de submarino

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Peter Madsen é acusado de ter matado Kim Wall, a jornalista sueca que tinha subido a bordo do seu submarino para fazer uma reportagem. No início de setembro, Madsen tinha confessado em tribunal que a jornalista tinha morrido com o impacto da tampa da escotilha e que, por isso, tinha atirado o seu corpo ao mar.

Madsen está detido sob custódia até pelo menos 31 de outubro e será presente no final do mês a mais um julgamento. Peter Madsen pode ser sentenciado a uma pena que pode ir desde os cinco anos de prisão até à pena perpétua.

Quem é “Foguetão” Madsen, o desenhador de submarinos que terá desmembrado o corpo de uma jornalista