PSD

Cavaco sobre as autárquicas: “Acontece que não votei”

1.099

Ex-presidente da República recusou comentar os resultados das eleições autárquicas que deram a maior vitória de sempre ao PS. Preferiu elogiar o contributo de Passos Coelho para a economia.

Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

Cavaco Silva não votou nas autárquicas do último domingo. O ex-Presidente da República estava na Escócia, no casamento de um familiar próximo, o que o impediu de participar nas eleições. Mas, ao Eco, falou sobre Pedro Passos Coelho: “Deu o seu contributo para que Portugal a partir de 2013 entrasse numa trajetória de crescimento económico, redução do desemprego e melhoria das condições de vida da população.”

Cavaco falou ao Eco à margem da apresentação de um livro de economia. Primeiro, recusou comentar os resultados por não fazer parte dos grupos de “políticos que estão no ativo ou comentadores profissionais”. Depois, acrescentou: ““Acontece, até, que eu não votei, porque estava num casamento de um familiar muito próximo na Escócia no próprio dia e por isso só acompanhei já na segunda-feira o que tinha aqui ocorrido.”

Não comentou o resultado das eleições mas comentou as consequências que dali resultaram para o futuro da vida do seu partido. Passos Coelho já deixou claro que não se recandidata à liderança do PSD, também já disse que não se demitia mas admite antecipar a data das diretas, se isso for do interesse dos sociais-democratas. “Compete aos militantes tomarem as decisões que considerem melhores não só para o partido, mas acima de tudo para o país”, começa por referir o ex-chefe de Estado.

Estaria, no entanto, guardada uma palavra de reconhecimento para o ex-primeiro-ministro. Passos “deu o seu contributo para que Portugal a partir de 2013 entrasse numa trajetória de crescimento económico, redução do desemprego e melhoria das condições de vida da população que felizmente para todos tem vindo a acentuar-se”, destacou.

Os ganhos de hoje decorrem, segundo Cavaco, da “excelente situação da economia europeia e dos benefícios que Portugal retira do turismo e das exportações”, bem como da “imagem de segurança que Portugal projeta e da hospitalidade dos portugueses”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: prainho@observador.pt
Eleições Europeias

Da recuperação da esperança

Filipa Osório

O único factor que efectivamente pode combater a abstenção é a qualidade política. Assim, é importante mostrar ao eleitorado não o prolongamento do sistema, mas sim as existentes alternativas.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)