Catalunha

Rajoy recusa negociar qualquer mediação com o governo da Catalunha

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Mariano Rajoy rejeita uma proposta do líder do Podemos, Pablo Iglesias, para iniciar uma mediação com o Governo da Catalunha. O presidente do Governo espanhol insiste que a condição é "inegociável".

JJ GUILLEN/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, (PP, direita conservadora) rejeitou esta quarta-feira uma proposta do líder do Podemos, Pablo Iglesias, para iniciar uma mediação com os independentistas da Catalunha, na sequência do referendo de domingo.

De acordo com fontes da presidência do governo espanhol citadas pelo El País, Rajoy conversou por telefone com Iglesias e agradeceu-lhe a iniciativa. No entanto, explicou ao líder do Podemos que a sua postura neste momento é a de que o presidente do Governo regional catalão, Carles Puigdemont, tem de renunciar uma eventual declaração de independência, condição que é “inegociável”.

Por outro lado, o chefe do executivo salientou a Iglesias que o Governo espanhol não está disposto a lidar com aqueles que iniciaram uma “chantagem brutal” ao Estado, indicaram as mesmas fontes do palácio de La Moncloa (sede do Governo espanhol).

A ideia de abrir um processo de mediação para resolver a crise independentista saiu da primeira reunião do Podemos com os partidos independentistas catalães, uma iniciativa denominada “mesa de diálogo”.

O Podemos exorta o Governo e o Governo da Generalitat (governo regional da Catalunha) a dialogarem o quanto antes para escolher e acordar uma ou várias personalidades que possam exercer o papel de mediadores no conflito institucional. O partido de Iglesias considera que estas personalidades podem ser espanholas ou estrangeiras, como pede a Generalitat.

O presidente catalão, Carles Puigdemont, tem falado várias vezes em mediação internacional por parte da União Europeia.

Na “mesa de diálogo” do Podemos participaram a Esquerra Republicana Catalana (ERC) e o Partido Democrata Europeu da Catalunha, o Partido Nacionalista Basco (PNV), o Compromís e as confluências catalã e galega do Podemos (Catalunya en Comú e a En Marea).

O presidente regional da Catalunha faz esta quarta-feira uma declaração institucional, que pode passar por uma declaração unilateral de independência (algo que disse em entrevista à BBC que faria no espaço de dias). O parlamento regional também realiza na segunda-feira um plenário excecional, com os deputados regionais da CUP (esquerda radical independentista) a afirmar que será esse o momento de declarar a independência.

No domingo realizou-se na Catalunha um referendo pela independência — considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional espanhol — que ficou marcado por cargas policiais para o impedir, pela vitória do “sim”, com 90% dos votos expressos, e por dificuldades diversas no processo de votação.

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