O Governo vai propor aos sindicatos que o corte nos pagamentos das horas extra desça de 50% para 30%, o que significa que em 2018 os funcionários públicos vão continuar a ter reduções no pagamento do tempo adicional de trabalho. A notícia é do Diário de Notícias.

A proposta, que será discutida esta sexta-feira entre os sindicatos e a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, prevê que o descongelamento das carreiras seja feito por fases e ficam de fora trabalhadores que já beneficiaram de promoções ou progressões na carreira — como médicos, militares e polícias.

O fim dos cortes nos pagamentos das horas extra tem sido uma das principais reivindicações dos sindicatos, desde que os cortes começaram, em 2013. Atualmente os funcionários públicos ganham 12% na primeira hora extra que trabalham e 18,75% nas seguintes — sendo que trabalhar ao fim de semana (ou dia de descanso semanal) ou feriado é remunerado com mais 25%.

A proposta em cima da mesa, contudo, não vai além de aumentar para 17,5% o pagamento na primeira hora e 25% nas seguintes, com um acréscimo de 35% para os feriados. O Diário de Notícias cita José Abraão, secretário-geral da Fesap, que avisa que “apenas faz sentido que se proponha a reposição da normalidade” como aconteceu, lembrou o responsável, com os trabalhadores da Saúde e das empresas públicas.