Sindicatos

Trabalhadores da hotelaria do Norte reivindicam aumento salarial de 7,6% para 2018

158

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte apresentou proposta de aumento salarial de 7,6% em 2018, "sem perda de direitos dos trabalhadores".

JOSÉ COELHO/LUSA

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte apresentou esta segunda-feira no Porto, aos patrões do setor, a proposta de aumento salarial de 7,6% em 2018, “sem perda de direitos dos trabalhadores”.

A explicação foi dada aos jornalistas por Francisco Figueiredo, dirigente sindical, à porta da Associação Portuguesa de Hotelaria Restauração e Turismo, onde se concentraram os cerca de 100 delegados sindicais que participaram na assembleia-geral do SHN que aprovou a reivindicação.

“Queremos negociar aumentos salariais sem perda de direitos. Todos os anos apresentamos propostas e todos os anos a APHORT recusa negociar. Primeiro quer retirar direitos aos trabalhadores, como [remuneração por] trabalho em dia feriado, trabalho noturno ou extraordinário e só depois é que diz que vai apresentar uma proposta. O setor está a crescer, por que é que iríamos aceitar retirar direitos aos trabalhadores. Não há nenhuma justificação para isso”, afirmou Francisco Figueiredo.

“É preciso valorizar o trabalho e valorizar os trabalhadores. Os prémios de turismo que a cidade tem recebido também se devem ao esforço dos trabalhadores”, referiu.

“A associação patronal tem de perceber isto”, frisou, enquanto os delegados sindicais gritavam palavras de ordem como “Isto assim não pode ser, sempre os mesmos a sofrer” ou “Turismo a aumentar, salários a baixar”, ao mesmo tempo que eram filmados e fotografados por vários turistas.

Na moção que entregou na APHORT, o SHN reclama “aumentos salariais justos e dignos”, em concreto a negociação de uma “tabela salarial com um aumento de 7,6%, o equivalente ao valor da inflação desde 2011”, explicou Francisco Figueiredo.

O salário mínimo de 600 euros para o setor e a “negociação do contrato coletivo de trabalho sem perda de direitos” são outras das exigências do SHN.

“Não podemos aceitar que nem sequer a inflação as empresas reponham. Há um aumento crescente no setor, que tem atualmente uma situação excelente”, vincou Francisco Figueiredo.

De acordo com o sindicalista, “muitos trabalhadores têm tido aumentos, mas à custa de uma luta empresa a empresa” e “só a negociação com a entidade patronal pode garantir aumentos para todos os trabalhadores”.

O SHN contesta, também, “a precariedade, o trabalho ilegal e clandestino e o trabalho não declarado”, referindo estarem em causa, por exemplo, “jornadas diárias de 10 ou 12 horas de trabalho”

“Não podemos aceitar que, com este crescimento vindo do turismo, tantas empresas não respeitem direitos dos trabalhadores”, observou Francisco Figueiredo.

Na moção entregue na APHORT, a que a Lusa teve acesso, o SHN exige ainda ao Governo “a revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e a dinamização da negociação e contratação coletiva”.

A par disso, o SHN quer “uma intervenção pronta e eficaz, coerciva e penalizadora por parte da Autoridade para as Condições de Trabalho”.

O documento destaca que “a região do Porto e Norte de Portugal obteve 6,8 milhões de dormidas em 2016, esperando-se que obtenha mais de 7,5 milhões no fim de 2017”.

“Os resultados são absolutamente estrondosos e a valorização financeira dos serviços prestados vinca esta tendência ao projetar, para ao final de 2017, um proveito total superior a 430 milhões de euros”, acrescenta a moção.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
25 de Abril

O Governo Ensombrado vai ao circo

Manuel Castelo-Branco
1.552

Se hoje é possível um programa como o Governo Sombra, foi porque o Copcon de Otelo não vingou. Porque apesar de serem “apenas” 17 vítimas mortais, as FP25 foram desmanteladas e os seus membros presos.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)