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Quanto dinheiro gasta por ano ao usar os piscas?

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Se lhe perguntassem quanto acha que custa usar os sinais de mudança de direcção do seu automóvel, saberia o que responder? Houve (mesmo) quem fizesse as contas e a conclusão pode surpreender.

Autor
  • Francisco António

Componentes muitas vezes desvalorizados, inclusivamente por condutores já com muitos anos e quilómetros na estrada, que facilmente se esquecem da sua existência, os sinais de mudança de direcção – vulgarmente conhecidos como “piscas” – têm, na realidade, um valor associado: no valor pago pelo automóvel; na sobrecarga que representam para o sistema eléctrico; e até mesmo na carteira, quando, pelo seu não accionamento, acabamos com muita chapa batida, com previsões de uma “conta gorda” na oficina…

Se nunca fez as contas quanto àquilo que lhe poderá custar, ou não, a utilização dos piscas, saiba que, nos Estados Unidos da América, estima-se que a não utilização dos sinais de mudança de direcção causa o dobro dos acidentes resultantes da distracção ao volante.

Ora, alguns experimentados condutores defendem a teoria de que evitam utilizar os piscas para não elevar o consumo do veículo – algo totalmente errado, já que a utilização dos sinais de mudança de direcção no custo anual do veículo é, na verdade, quase nula! Mas já lá vamos.

Além de ser um acto de cortesia e de respeito pelos demais condutores, utilizar os piscas começa logo por ser a melhor forma de poupar o dinheiro que forçosamente teremos de gastar no pagamento de uma multa de trânsito (é preciso não esquecer que é obrigatório sinalizar as mudanças de direcção) ou noutro qualquer tipo de percalço.

Já quanto à energia gasta nesse “desafio enorme”, as contas são “relativamente” fáceis de fazer: se pensarmos que um automóvel tem, no mínimo, seis intermitentes, cuja potência total média é de 140 W, e o seu funcionamento é de um mínimo de 60 vezes por minuto, até um máximo de 120 vezes/minuto; e se a isto juntarmos a eficiência térmica do motor (cerca de 25%) e do alternador (a rondar os 75%); o consumo médio dos piscas deverá rondar os 70 W/h.

Tomando em linha de conta que a eficiência do sistema que fornece a energia aos intermitentes é de, sensivelmente, 17,5%, e que as luzes passam cerca de 100 segundos acesas por dia, o custo médio de utilização deste componente no automóvel ronda, por ano, nos EUA… 0,29 dólares. Ou seja, pouco mais de 20 cêntimos/ano! Coloca-se a questão: será que justifica mesmo não os utilizarmos?

A “agravar” ainda mais as contas, o facto de alguns dos piscas hoje em dia utilizados serem em LED, uma tecnologia seis vezes mais eficiente que os piscas de halogéneo! O que faz com que, e ainda falando no mercado americano, o preço caia para os seis centavos de dólar; ou seja, 5 cêntimos/ano!

Mas se o leitor está já – e bem – a argumentar com o facto do preço dos combustíveis, na Europa, ser bem mais alto, respondemos-lhe que também não será por aqui que o rombo na carteira será particularmente grande. É que, segundo a mesma fórmula, utilizar os piscas de halogéneo custa, em média e para o condutor europeu, 50 cêntimos por ano; com o valor a cair para os 8 cêntimos, se estivermos a falar de tecnologia LED. A qual, por sinal, até tem um período de vida mais longo.

Valerá mesmo a pena não utilizar as luzes de mudança de direcção?

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