Nem o espaço limitado e as condições de luz nem a turbulência impediram Molly Choma, hospedeira da companhia aérea norte-americana Virgin America de fotografar aquilo que os passageiros não veem. O resultado foi uma série de fotografias publicadas quer no Instagram, quer no Facebook com o hashtag #TheSecretLifeOfVirgins.

O espaço, a luz e os movimentos do avião não foram impedimento, mas dificultaram. “Tem sido um processo de aprendizagem”, disse Choma à CNN. A hospedeira explica que muitas vezes se prepara para tirar a “fotografia perfeita” mas o avião é atingido por turbulência obrigando-a a esperar. Choma admitiu ainda que chega a pedir às suas colegas que recriem cenas que ela viu no início do voo e que não conseguiu fotografar.

Crescemos juntos. Passamos por separações e casamentos, mortos na família e nascimentos. Com este trabalho precisamos de nos apresentar, independentemente de tudo”, revelou Choma.

Quando a Alaska Airlines anunciou em dezembro do ano passado que ia comprar a Virgin Airlines, as fotografias de Choma ganharam um novo sentido: “Tornou-se uma espécie de prioridade levar a minha câmara para o trabalho e captar as imagens antes que desaparecessem”.

Licenciada em arte, Molly Choma começou a trabalhar como hospedeira na esperança de começar uma carreira artística. Acabou por ficar mais do que dois anos — o que tinha previsto inicialmente. As suas fotografias chamaram a atenção da companhia aérea que lhe fez uma proposta: trabalhar na sede da Virgin America para tirar fotografias para a empresa. Choma aceitou mas ficou apenas por dois anos.

Adorei o que aprendi na sede mas o que eu realmente queria fazer era fotografia de viagem”, admitiu a hospedeira.

As fotografias de Choma levaram-na ainda mais longe: foi convidada para fotografar, em janeiro, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

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