O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) anunciou esta quinta-feira que os ativos atuais totais atingiram, na “atualização” feita em junho, os 5.050 milhões de dólares (4.260 milhões de euros), aumentando mais de 50 milhões de euros face a 2016.

O FSDEA foi criado em 2012 pelo Governo angolano, tendo atingido quatro anos mais tarde a dotação prevista de 5.000 milhões de dólares (4.225 mil milhões de euros), com parte das receitas petrolíferas angolanas, mas desde 2014 que não recebe transferências.

De acordo com o presidente do conselho de administração, José Filomeno dos Santos, os resultados do segundo trimestre de 2017 “confirmam um bom equilíbrio entre o crescimento e a rentabilidade” nos investimentos feitos pelo FSDEA.

Estou muito contente com o resultado alcançado num período tão curto de tempo. Continuamos a registar uma apreciação contínua da carteira de private equity. Os ganhos de capital que continuamos a realizar são um testemunho do progresso inquestionável na implementação da política de investimento do FSDEA definida pelo Governo de Angola”, apontou José Filomeno dos Santos.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

De acordo com os dados hoje transmitidos ao mercado, 48% da carteira total de investimentos do FSDEA – totalmente detido pelo Estado angolano – foi dedicada a ativos na África subsaariana, 28% na América do Norte, 18% na Europa e 6% no resto do mundo.

A carteira de investimentos líquidos obteve no período um resultado bruto de 67,27 milhões de dólares (56 milhões de euros).

É essencial investir de forma prudente e apoiar o desenvolvimento do setor não petrolífero nacional, para contrabalançar o ambiente macroeconómico desafiante, a nível nacional e internacional”, sublinhou José Filomeno dos Santos.

O FSDEA tem investimentos nas infraestruturas, hotelaria, silvicultura, agricultura, saúde e mineração no continente africano e no primeiro semestre de 2016 adquiriu a concessão de sete fazendas de larga escala em Angola, que se encontram em fase de avaliação, compreendendo aproximadamente 72.000 hectares de terreno agrícola dedicado à produção de grãos, arroz e oleaginosas.

Também está a investir na construção do porto de águas profundas de Cabinda, enclave a norte de Angola.