Quase 700 mil iraquianos da cidade de Mossul e dos arredores ainda estão deslocados devido à guerra e metade perdeu os documentos oficiais, anunciou este domingo o Conselho Norueguês para os Refugiados, que opera no Iraque.

“Um ano após o início da batalha para recuperar Mossul das mãos do grupo Estado Islâmico (EI), cerca de 673 mil iraquianos da cidade e dos seus arredores permanecem deslocados e incapazes de regressar aos seus bairros destruídos”, afirma a organização não-governamental, citada pela agência France Presse (AFP).

A segunda cidade no Iraque, que tinha 1,8 milhões de habitantes, foi tomada pelos jihadistas em 2014. A ofensiva para recuperá-la começou exatamente há um ano e foi retomada em 10 de julho, após nove meses de luta que destruiu muito a cidade, refere a AFP.

Mais de metade (53%) dos deslocados disseram que perderam os seus documentos oficiais, desde os registos de nascimento, até títulos de propriedade, uma situação que “torna seu futuro ainda mais complicado”, afirma o Conselho Norueguês para os Refugiados em comunicado.

“A batalha de Mossul terminou, mas o sofrimento e o desespero de centenas de milhares de pessoas que tiveram de fugir continuam (…) porque não têm o mínimo [para sobreviver] e não fazem ideia de quando poderão regressar às suas casas”, lamenta a diretora da ONG para o Iraque, Heidi Diedrich.

Heidi Diedrich defendeu que, “até que possam voltar para casa e reconstruir as suas vidas, a comunidade internacional deve continuar a garantir a sua solidariedade com os iraquianos deslocados”.

“Os direitos destas pessoas deslocadas devem ser uma prioridade nos planos do governo para reconstruir Mossul”, defendeu ainda.

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