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Rolls-Royce

Personalizar um Rolls pode ser uma dor de cabeça. Veja como

Personalizar um Rolls-Royce pode ser o cabo dos trabalhos. Tanto que a marca de luxo britânica até tem ateliês para ajudar o cliente a escolher "o seu" carro. Pudera… só cores exteriores são 44.000.

Autor
  • Francisco António

Os clientes, especialmente os mais endinheirados, não abdicam de ter um automóvel à sua imagem, mesmo tendo de pagar mais por isso. Pelo que a personalização é algo que atinge os píncaros do possível e (quase do impossível) nas marcas mais exclusivas e luxuosas, como é o caso da Rolls-Royce.

Fruto de uma oferta quase interminável em termos de soluções de personalização, o construtor britânico conta, inclusivamente, com ateliês destinados a ajudar os seus clientes a movimentarem-se entre milhares de opções em termos de pintura, distintos tipos de pele e até quanto à possibilidade de personalizar os chapéus-de-chuva escondidos na porta! Ajudando-os assim a construir um automóvel literalmente único.

Considerada a marca de automóveis mais luxuosa e estatutária do mundo, fabricante de verdadeiras obras de arte sobre rodas, como é o caso do seu modelo mais recente, a nova geração Phantom, a Rolls-Royce prima igualmente por proporcionar ao cliente uma experiência única. Como? Procurando concretizar praticamente todos os caprichos e não olhando a esforços na realização desses mesmos desejos – isto, claro está, desde que haja uma capacidade financeira capaz de ombrear com tais ambições.

44.000 referências de cor exterior

Dos ateliês da Rolls-Royce saem propostas literalmente à medida dos proprietários. Aí, em conjunto com os futuros donos, técnicos especializados ajudam a conceber viaturas de sonho.

O processo, no entanto, é tudo menos rápido: é que, só em pintura, são mais de 44.000 referências! E, dando-se o caso de nenhuma delas agradar ao cliente (sim, há gostos muito apurados), também não há stress – a Rolls-Royce pode criar uma cor nova, à medida daquilo que o futuro proprietário havia imaginado; inclusivamente, com um acabamento de diamantes.

Curioso é também o facto de cada uma das amostras de pintura existentes neste atelier encaixar na perfeição nas restantes. Isto de forma a conseguir reproduzir a aparência que terá no automóvel, caso o cliente opte por uma carroçaria de duas cores. Sendo que, uma vez escolhidas as duas tonalidades, o futuro dono de um Rolls pode, logo no momento, aperceber-se da forma como as cores escolhidas se comportam em distintas situações de luz. Não há cá surpresas, pois o fabricante de Westhampnett recorre a uma lâmpada capaz de “recriar a luz natural de qualquer parte do mundo”. E que, por exemplo, permite analisar a forma como as cores reagem, quer se tratem de tons mais frios, mais quentes ou quando sob diferentes intensidades de luz.

Se achava que as decisões já tinham sido todas tomadas, desengane-se. Há ainda que decidir um outro detalhe relativamente ao aspecto exterior: o dono quer, ou não, incluir aquilo que a Rolls-Royce denomina de Coachline – um fino risco, pintado à mão, ao longo de toda a lateral do automóvel, e que pode até exibir um motivo específico e do agrado do proprietário. Para perceber melhor, nada como ver o vídeo:

Crocodilo, avestruz ou caimão?

Resolvida a parte de fora, é altura de tratar da parte de dentro. E, de novo, decidir a decoração interior de um Rolls-Royce está longe de ser pêra doce.

O futuro dono tem de escolher, mais uma vez, entre um extenso leque de cores para, entre outros pormenores, as saídas de ventilação. E os revestimentos, que poderão ir desde o couro de vaca até umas bem mais exóticas peles de crocodilo, avestruz ou caimão. Ou até mesmo entre uma multitude de pespontos, como forma de união entre materiais, ou de bordados, aplicados sobre os revestimentos dos bancos.

“A Galeria”

Por último, mas não menos importante, aquilo que a Rolls-Royce denomina de “A Galeria”. Trata-se de uma das principais novidades, em termos de personalização, do Phantom, e diz respeito ao tablier e à forma como este pode ser decorado. Com a marca britânica a não se limitar apenas a utilizar a melhor e mais exclusiva das madeiras, como também a permitir ao cliente aplicar tudo o que queira ou pretenda nessa zona. Assim, o cliente passa a poder escolher, por exemplo, o seu artista plástico favorito, para decorar a zona frontal do tablier, diante do passageiro da frente. Cujo trabalho será depois revestido por uma protecção de cristal.

Perante um tal grau de personalização, dizer que pormenores como o relógio do automóvel, ou até mesmo os guarda-chuvas, também podem ser escolhidos de acordo com os gostos ou preferências do cliente não deixa de ser algo, de certa forma, redundante. Ainda que também isto contribua para fazer de qualquer Rolls-Royce um modelo único, excepcional… Além de extremamente caro!

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