Rádio Observador

Impresa

Pinto Balsemão diz que processo de reestruturação da Impresa está a correr “muito bem”

Francisco Pinto Balsemão diz que a reestruturação da Impresa, com a negociação de venda das revistas, está a correr "muito bem" e como o previsto.

MIGUEL A.LOPES/LUSA

O presidente do conselho de administração da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, disse esta terça-feira que a reestruturação do grupo de media, com a negociação de venda das revistas, está a correr “muito bem” e como o previsto.

“Está a correr muito bem”, afirmou, quando questionado pela agência Lusa à margem de um jantar no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa, com o tema “Os media na era da pós-verdade”. Já quanto à pergunta sobre se o processo de reestruturação está a decorrer como previsto, Francisco Pinto Balsemão disse que “continua”, reforçando que “isso foi anunciado e não há nada de novo para falar”.

A Impresa anunciou a 23 agosto a venda de todas as publicações (excluindo o Expresso) do grupo, onde trabalham mais de uma centena de pessoas, na maioria jornalistas. Na altura, a empresa indicou que iria vender alguns dos títulos no âmbito de um “reposicionamento estratégico” da sua atividade, que passa por um “enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital”.

Mais tarde, no início de setembro, a Impresa confirmou haver interessados na compra de revistas do grupo, sem adiantar mais pormenores desde então.

Após reuniões de elementos das direções com trabalhadores de vários títulos, o presidente executivo do grupo, Francisco Pedro Balsemão, enviou uma mensagem aos funcionários indicando que a reestruturação iria implicar a “redução da exposição ao setor das revistas e um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital”.

“Nesse sentido, [a Impresa] iniciou um processo formal de avaliação do seu portefólio e respetivos títulos, que poderá implicar a alienação de ativos. A prioridade passa por continuar a melhorar a situação financeira do grupo, assegurando a sua sustentabilidade económica, e logo a sua independência editorial”, concluiu, na mesma nota.

Após reuniões com Francisco Pedro Balsemão, a Comissão de Trabalhadores da Impresa considerou haver uma “incerteza total” quanto ao futuro dos títulos do grupo e dos trabalhadores.

Por seu lado, o Sindicato dos Jornalistas afirmou, depois de um encontro com a comissão executiva do grupo, ter obtido “o compromisso de [que o grupo iria] privilegiar as ofertas de compra para as 13 publicações à venda que incluam os trabalhadores desses mesmos títulos”.

A Impresa Publishing detém os títulos Activa, Blitz, Caras, Caras Decoração, Courrier Internacional, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, Telenovelas, TV Mais, Visão, Visão História, Visão Júnior e Expresso, além do canal de televisão SIC. Estes últimos estão fora do processo de reestruturação.

Falando esta terça-feira aos jornalistas, Francisco Pinto Balsemão salientou que “o jornalismo profissional, de qualidade, sujeito a regras deontológicas e a sanções quando não as cumpre é cada vez mais importante num momento em que […] há tanta mentira, há tanta notícia falsa e há tanta meia verdade que é posta a circular”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)