Rádio Observador

Incêndios

António Costa. União Europeia vai estudar bolsa permanente de meios aéreos

O primeiro-ministro assegurou esta quinta-feira que Bruxelas demonstrou abertura para estudar a criação de uma bolsa permanente de meios aéreos para combate a incêndios.

OLIVIER HOSLET/EPA

A União Europeia vai estudar a hipótese de criar uma bolsa permanente de meios aéreos capaz de responder em casos de emergência. O anúncio foi feito por António Costa, em conferência de imprensa depois da reunião do Conselho Europeu.

O objetivo deste mecanismo, explicou o primeiro-ministro português, seria garantir uma “reserva operacional” que, em situações de exceção, como os incêndios de Pedrógão Grande ou os fogos deste domingo, um determinado Estado-membro pudesse recorrer com agilidade a meios de outros país reservados para o feito. Essa bolsa seria permanente e permitiria, em teoria, ultrapassar os obstáculos que se têm registado: em muitos casos, a ajuda entre parceiros europeus não é possível porque não existem meios aéreos disponíveis naquele período.

Desafiado a esclarecer se esse foi um dos problemas registados nos incêndios deste fim de semana, António Costa reconheceu que “a inexistência de uma bolsa permanente de meios fez com que só tivesse sido possível agilizar um único meio aéreo” para ajudar as autoridades portuguesas a combater o fogo. O comissário europeu para a Ajuda Humanitária tem um mês para apresentar esse estudo.

Além disso, continuou António Costa, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou ainda a vontade de reavaliar o modelo de funcionamento do Fundo Europeu de Solidariedade no sentido de retirar grande parte da “enorme carga burocrática” que está associada ao atual sistema.

Ainda segundo o primeiro-ministro, a Comissão Europeia vai “estudar profundamente as questões relativas aos problemas estruturais da floresta” portuguesa e a possibilidade de dar um “tratamento mais favorável às despesas [orçamentais] relacionadas com o combate aos incêndios”.

Juncker: Comissão Europeia vai acionar “todos os instrumentos de solidariedade”

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou que o executivo comunitário vai “acionar todos os instrumentos de solidariedade” para com Portugal e Espanha.

“Discutimos entre nós, em grupo e bilateralmemte, as conclusões que há a tirar dos incêndios em Portugal e Espanha e propus aos dois países sinistrados e com muitos mortos acionar todos os instrumentos de solidariedade que a União Europeia tem à sua disposição”, disse Juncker, na conferência de imprensa após a primeira sessão de trabalhos.

O presidente da Comissão Europeia adiantou ainda que “estes mecanismos não são perfeitos, mas aplicamos as regras com a generosidade requerida, acrescentando ter convidado o comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, a apresentar, no prazo de um mês, uma proposta global para a proteção civil”.

“Vimos que não somos suficientemente reativos, temos apenas um avião – os fogos começaram no domingo e o primeiro avião, de Itália, só chegou a Portugal na quarta-feira”, salientou Juncker, para concluir que “as coisas não podem continuar assim e faremos uma reflexão aprofundada sobre a questão”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Racismo

Portugal não era nem é racista

João Pedro Marques

Será o racismo um problema real, tanto no tempo de Vasco Santana como agora, ou foi a nossa noção de racismo que mudou a tal ponto que tendemos a chamar racismo a coisas que o não eram e o não são? 

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)