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Angola

Polícia investiga morte de dirigente da UNITA na província angolana de Malanje

A Polícia Nacional angolana está a investigar o homicídio do secretário municipal da UNITA. O partido atribui responsabilidades a elementos do MPLA e à intolerância política.

Segundo a UNITA, Alcides Sakala estava num velório quando se envolveu numa discussão com elementos da juventude do MPLA

PAULO NOVAIS/EPA

O comando da Polícia Nacional na província angolana de Malanje está a investigar as circunstâncias da morte do secretário municipal da UNITA, maior partido na oposição, em Cambundi-Catembo, ocorrida no domingo naquela localidade, informou esta quinta-feira fonte policial.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz do comando provincial de Malanje da Polícia Nacional, inspetor-chefe Junqueira António, disse que está já em curso um processo investigativo com vista a um “rápido esclarecimento” dos factos e “responsabilização dos autores”.

“O processo investigativo está em curso e tão logo haja elementos suficientes da prova do facto, far-se-á um pronunciamento com maior propriedade sobre este infausto acontecimento”, explicou.

Segundo aquele oficial, há uma equipa a trabalhar no terreno, a preparar “matéria probatória suficiente e os presumíveis os autores”.

A UNITA denunciou esta semana o homicídio do secretário municipal de Cambundi-Catembo, na província de Malanje, cuja responsabilidade atribui a elementos afetos ao MPLA, partido no poder.

O caso foi relatado à agência Lusa pelo porta-voz da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Alcides Sakala, que classificou a vítima como um “homem muito ativo, trabalhador, patriota e grande mobilizador”.

Alcides Sakala considerou o caso como mais um ato de intolerância política, que se segue a outros ocorridos nas províncias de Benguela, Lunda Sul e Huambo, lamentando o silêncio por parte das autoridades angolanas sobre essas situações.

Questionado sobre se a morte do dirigente da UNITA em Malanje está ligada alegados atos de intolerância política, o porta-voz do comando provincial da Polícia Nacional disse “não ter elementos suficientes”.

“Porque acredito que todos os partidos com e sem assento no parlamento trabalham normalmente. Infelizmente é um crime e não deixa de ser crime, daí que a polícia está a trabalhar sobre o assunto”, observou Junqueira António.

Garantiu que “na devida altura” a polícia vai pronunciar-se sobre o resultado das investigações.

Segundo a explicação anteriormente avançada pelo porta-voz daquele partido, Alcides Sakala, a vítima encontrava-se num velório, onde terá iniciado uma discussão com elementos da JMPLA, organização juvenil do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), que rejeitavam a sua presença no local, alegadamente por ser membro da UNITA.

“O homem da CASA-CE [coligação angolana] tentou apaziguar e a situação normalizou, mas quando ia à casa para repousar foi quando foi barbaramente assassinado. Tinha os olhos vendados e foi encontrada uma pá sob o corpo, o que dá a entender que a devem ter utilizado para acabar com o homem”, explicou o deputado e porta-voz da UNITA.

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