Sérgio Conceição garantiu esta sexta-feira que o FC Porto vai voltar a “mostrar o seu ADN” e que não há razões para alarme depois da derrota em Leipzig (3-2), para a Liga dos Campeões.

“Vamos manter a humildade, o trabalho, o foco e que é o nosso dia a dia a trabalhar no limite, não baixar em qualquer momento, e dar uma resposta cabal. Não se preocupem os pseudoportistas, eu estou aqui e assumo que vamos dar uma resposta cabal do que é o FC Porto também na Liga dos Campeões”, começou por referir o técnico em conferência de antevisão do jogo com o Paços de Ferreira, da nona jornada da Primeira Liga.

Sérgio Conceição explicou ainda que não concordou com as críticas tecidas a José Sá depois do primeiro golo sofrido em Leipzig e saiu em defesa do guarda-redes e até comparou a situação do jogador português com a de Svilar, jovem do Benfica, que também errou no encontro entre as ‘águias’ e o Manchester United.

“O José Sá tem a barba maior do que devia ter. Um frango do Sá, e um frango de outro guarda-redes que, se calhar, não tem barba e tem umas borbulhas e, coitadinho, é menino. É mais perdoado perante um guarda-redes que é português, que depois do Rui Patrício é o guarda-redes com mais qualidade para assumir a baliza de Portugal e toda a gente o massacra por um erro, que não sei se é um erro ou não é, que faz parte daquilo que é um jogo. Se formos a olhar aos erros que todos cometemos, eu, em primeiro lugar, daria para fazer uma lista muito grande. Acho muito estranho. Eu já mandei cortar a barba ao José Sá. Aí vamos ficar equivalentes no que é perdoar um erro ou outro”, ironizou o treinador.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Sérgio Conceição dirigiu ainda uma palavra muito sentida para as famílias das vítimas dos incêndios em Portugal confessando que teve familiares envolvidos “nessa catástrofe”.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves. Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.