O Museu de Arte Popular, em Lisboa, acolhe a partir de 24 de novembro uma exposição dedicada ao trabalho de M. C. Escher, que reúne 200 obras do artista holandês e inclui equipamentos didáticos, foi anunciado esta quinta-feira.

Em comunicado, a organização de “Escher” adianta que às “200 obras do génio artístico” juntam-se “equipamentos didáticos, visitas guiadas para diferentes públicos/faixas etárias e laboratórios científicos”, tornando a exposição “numa aprendizagem e experiência sensorial únicas”.

“Os visitantes terão ao seu alcance a oportunidade de estimular a imaginação geométrica, a intuição e a capacidade de ‘ver’. O confronto com as obras de Escher proporcionará ainda a reflexão sobre o sentido estético, a fantasia e princípios como os de ordem e estrutura”, lê-se na nota.

A mostra, com curadoria da produtora de exposições de arte Arthemisia, estará patente até 27 de maio do próximo ano.

Maurits Cornelis Escher (1898-1972), que também ilustrou livros e desenhou tapeçarias, selos, postais e murais, ficou mais conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons.

A sua obra tende a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

O artista frequentou a Escola de Belas Artes de Haarlem, onde iniciou Arquitetura e, mais tarde, Artes Decorativas, mas acabou por deixar a instituição e juntou-se ao professor de artes gráficas Samuel Jessurun de Mesquita (de origem portuguesa), que o iniciou nas técnicas da gravura, dedicando-se ao desenho, à litografia e à xilogravura.

O universo artístico e matemático das obras M. C. Escher foi exibido pela primeira vez em Portugal em 2010 em Évora, numa exposição que reuniu 50 trabalhos, entre litografias e xilogravuras. A mostra, intitulada “A Magia de M. C. Escher” foi promovida pela Fundação Eugénio de Almeida.

Um ano depois, em 2011, inaugurou no Taguspark, em Oeiras, “A Matemática de Escher”, onde foi possível ver como o artista holandês trabalhou conceitos como a tira de Moebius, a geometria hiperbólica e as simetrias ou as pavimentações. Além das gravuras do pintor holandês, a exposição apresentava uma explicação dos conteúdos matemáticos desenhados, elaborada pela Sociedade Portuguesa de Matemática.