O comércio externo de Macau subiu 6% nos primeiros nove meses do ano, em termos anuais homólogos, atingindo 63,03 mil milhões de patacas (6,74 mil milhões de euros), indicam dados oficiais divulgados esta sexta-feira.

Segundo a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), entre janeiro e setembro, Macau exportou bens avaliados em 8,56 mil milhões de patacas (915,7 milhões de euros) — mais 10,7% — e importou produtos avaliados em 54,47 mil milhões de patacas (5,82 mil milhões de euros), ou seja, mais 5,3%, em termos anuais homólogos.

Por conseguinte, o défice da balança comercial nos nove primeiros meses do ano atingiu 45,91 mil milhões de patacas (4,91 mil milhões de euros), traduzindo um agravamento de 4,3% em termos anuais homólogos.

Em termos de mercados, as exportações para a China totalizaram 1,63 mil milhões de patacas (174,4 milhões de euros), refletindo uma subida de 21,4% relativamente a igual período do ano transato.

As vendas para Hong Kong (5,03 mil milhões de patacas ou 538,2 milhões de euros), para a União Europeia (143 milhões de patacas ou 15,30 milhões de euros) e para os Estados Unidos (134 milhões de patacas ouo 14,33 milhões de euros) subiram 16,8%, 2,6% e 22,2%, respetivamente, em termos anuais homólogos, segundo a DSEC.

As exportações para os países de língua portuguesa cifraram-se em 700 mil patacas (74,9 mil euros), traduzindo um ‘tombo’ de 88% face ao período homólogo de 2016.

Já do lado das importações, Macau comprou à China produtos no valor de 17,85 mil milhões de patacas (1,90 mil milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, ou seja, menos 5,4% em termos anuais homólogos.

A mesma tendência foi verificada nas importações de mercadorias dos países de língua portuguesa (477 milhões de patacas ou 51,04 milhões de euros) que diminuíram 3,3%.

Em sentido inverso, as compras à UE (14,07 mil milhões de patacas ou 1,50 mil milhões de euros) aumentaram 12,3%.