Greve

Hospital de Viana do Castelo pôs empregadas de limpeza a fazer de auxiliares

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O Hospital de Viana terá posto empregadas de limpeza a trabalhar como auxiliares médicas, devido à greve. A administração terá pedido para que trocassem a bata do serviço pela bata do hospital.

PAULO NOVAIS/LUSA

A administração do hospital de Viana do Castelo terá utilizado, em dia de greve nacional, trabalhadoras das limpezas para fazerem trabalho de auxiliar de ação médica, denunciou esta sexta-feira o coordenador dos Sindicatos em Funções Públicas e Sociais do Norte.

No Hospital de Viana, do Centro Hospitalar do Alto Minho, a administração utilizou, durante toda a manhã, “trabalhadores das empresas de limpeza”, tendo “mandado trocar a bata da empresa por uma bata do hospital e pô-los a fazer trabalho de auxiliar de ação médica”, declarou à Lusa Orlando Gonçalves.

À margem de uma conferência de imprensa que decorreu esta sexta-feira no Porto, junto à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), o coordenador dos Sindicatos em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), classificou a troca de batas e o trabalho de auxiliar de ação médica feito por trabalhadores de empresas de limpeza como um ato “absolutamente ilegal”.

Isto é absolutamente ilegal. Não faz sentido e põe até em causa e em risco a vida e a saúde dos doentes que lá estão internados”, alertou Orlando Gonçalves.

A Lusa contactou o Centro Hospitalar do Alto Minho, mas até ao momento não foi possível obter informações.

Na conferência de imprensa, Orlando Gonçalves avançou que a adesão à greve nacional na Administração Pública atingiu os 100% no setor da Saúde, havendo hospitais com dificuldades para assegurar os serviços de saúde mínimos, designadamente em Vila Nova de Gaia e no Porto, denunciam sindicatos.

Questionado pela Lusa sobre quais os hospitais que estão com dificuldades em assegurar os serviços mínimos, o dirigente do STFPSN enumerou o “Santos Silva, em Vila Nova de Gaia”, o “Santo António, no Porto”, que está também “abaixo dos mínimos, e o Hospital São João, no Porto, onde está a haver “muita pressão por parte dos diretores e da administração para que os trabalhadores não abandonem os locais de trabalho” e para “cumprirem serviços mínimos, onde eles não existem”.

Em causa na greve nacional está a falta de respostas às reivindicações da Frente Comum, como o aumento dos salários na função pública, o descongelamento “imediato” das progressões na carreira e as 35 horas semanais para todos os trabalhadores. Esta é a terceira greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública com o atual Governo e a primeira convocada pela Frente Comum de Sindicatos, segundo a listagem cedida pela estrutura sindical.

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