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Portos portugueses movimentaram mais 5% de mercadorias do que em 2015

Os portos comerciais marítimos de Portugal continental movimentaram cerca de 88,1 milhões de toneladas de mercadorias em 2016. Relatório do Mercado Portuário foi divulgado esta sexta-feira.

O porto de Sines movimentou 48 milhões de toneladas de mercadorias, mais de metade do valor total

MÁRIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os portos comerciais marítimos do continente movimentaram cerca de 88,1 milhões de toneladas de mercadorias em 2016, o que significa um acréscimo de 5% face ao ano anterior, anunciou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). De acordo com o Relatório do Mercado Portuário da AMT sobre o ano passado, divulgado esta sexta-feira, para este desempenho “contribuíram decisivamente as mercadorias movimentadas sob a forma de granéis líquidos e carga contentorizada que, representando 39,8% e 30,9% [do total], registaram acréscimos de 7,2% e 15,5%, respetivamente”.

Segundo aquela autoridade, para este aumento contou também o “apoio simbólico da mercadoria movimentada em roll-on/roll-off [cargueiro para transporte de automóveis e outros veículos], que, com uma quota de 1,1% registou um crescimento de 14,9%”. Em sentido inverso, o volume de mercadorias em carga fracionada registou uma quebra de 16,6%, enquanto os granéis sólidos transportados tiveram uma redução de 3,5%. Relativamente ao tipo de mercadorias que condicionou “de forma mais significativa este comportamento do sistema portuário”, a AMT destaca o petróleo bruto, cujo volume global “representou 21,1% do total movimentado e registou uma variação [negativa] de 3,1 milhões de toneladas”.

Para justificar tais mudanças, o organismo aponta a inatividade do Terminal Oceânico de Leixões durante seis meses para manutenção da monobóia em estaleiro, situação que levou a que “cerca de 1,7 milhões de toneladas desta matéria-prima [petróleo bruto] com destino a esse porto e transportada em navios de grande dimensão fossem descarregadas em Sines e posteriormente reembarcadas para Leixões, em navios de menor dimensão”.

“Das outras mercadorias que, pelo volume movimentado, condicionaram o comportamento do sistema portuário, destacam-se os produtos petrolíferos, que representaram 16,4% e registaram um recuo de 2,4% face ao ano anterior, o coque, com uma quota de 6,5% registou também uma quebra de 4,8%, e os produtos da agricultura, que registaram uma quota de 5,1% e um acréscimo de 4,3%”, assinala a AMT.

Aquele organismo fala também do “papel importante no desempenho do sistema portuário” da carga contentorizada, mas sem indicar valores, já que “é difícil referir a mercadoria mais relevante”, devido ao facto de “o principal motor do seu crescimento resultar das operações de ‘transhipment’ [transbordo]”, a maioria das quais não são identificadas. A AMT aponta ainda o peso dos produtos alimentares, bebidas e tabaco e da madeira e cortiça, “que representam, no conjunto, cerca de 5,3% do volume total de mercadorias transportadas”.

Especificando os portos, a autoridade destaca o de Sines, que movimentou 48 milhões de toneladas de mercadorias, o equivalente a uma quota de 54,6% face ao total e a um acréscimo de 16,6% face a 2015. Seguem-se os portos de Leixões, com 19,2% do total (que registou uma quebra de 3,4%), e o de Lisboa, que representou 10,6% do total (menos 11,1% do que no ano anterior). “Além de Sines, o único porto que registou um comportamento positivo foi o da Figueira da Foz, cujo volume de mercadorias excedeu em 3,9% o de 2015, recuperando parcialmente da quebra então observada”, observa a AMT. Quanto aos tipos de tráfego, o internacional teve um acréscimo de 0,7%, enquanto o nacional teve uma variação positiva de 43,9% relativamente a 2015, lê-se no relatório.

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