Quando pensamos em telemóveis da Samsung, pensamos em Galaxy. Quando pensamos em Galaxy, pensamos nos topo de gama S8 e Note 8. No entanto, para quem não quer gastar uma pequena fortuna num smartphone da empresa sul coreana, há os J5 e J7.

Apesar de se apresentarem como económicos, a marca faz-se pagar neste modelos, que custam 280 e 350 euros respetivamente. Mas não é por isso que ficamos com um produto aquém das expectativas. A distingui-los, parece estar apenas o tamanho de cada modelo.

Bonitos, elegantes e resistentes tanto quanto

A marca sul coreana sabe como fazer smartphones (por isso é que detém a maior quota deste mercado) e isso nota-se nestes telemóveis. Com apenas 19 gramas de diferença, o J5 (160g) e o J7 (181g) são leves e fáceis de manusear. O corpo em alumínio faz deles resistentes, mas não ficámos convencidos quanto ao ecrã que supostamente é antidedadas. Contudo, no decorrer da utilização, reparámos nas impressões digitais que ficavam no visor. O vidro parece resistente, mas usar um telemóvel sem capa costuma ter um destino certo: um visor rachado.

Mesmo no J5, que tem 5,2 polegadas (o J7 tem 5,5), não temos críticas a apontar. Uma das vantagens que encontrámos no design dos modelos foi o facto de terem colunas laterais, no topo do canto direito. Enquanto jogávamos um jogo ou utilizamos aplicações, a coluna nunca ficou bloqueada com as mãos e o som, apesar de não ser dos melhores, cativou.

Ambos os equipamentos suportam dois cartões SIM e extensão até 256 gigabytes por mini SD. Como vêm, por defeito, com 16 gigabytes de memória interna, revela-se uma opção necessária para libertar espaço para aplicações.

Apesar de estes modelos não terem giroscópio (sistema que permite reconhecer movimentos, têm outras opções extra que não se encontram em todos os telefones, como o modo de luz noturna, rádio e outras mais comuns, como o sensor de impressão digitais. Estas funcionalidades tornam estes smartphones cativantes.

Bateria, bateria e bateria

O J7 é ligeiramente mais rápido que o “irmão” mais pequeno, mas quando instalámos as aplicações percebemos que correm sem grandes problemas no sistema operativo. No J5, uma app mais exigente deixou o sistema um bocadinho lento — e o telefone quente –, mas nada de anormal nestes equipamentos. Com várias aplicações abertas, o J7 mostrou a memória RAM que tem a mais. Neste ponto, o J5 não satisfez na transição entre apps, sendo o J7 claramente melhor. No entanto, numa utilização mais comum, mostraram-se telemóveis eficientes com poucas diferenças no desempenho.

O ponto alto destes equipamentos está na bateria. Com a utilização normal para um dia, os dois smartphones mostraram que é neste aspeto que brilham. Sem um uso intensivo, o J7 chegou a aguentar quase dois dias seguidos sem suplicar pelo carregador (entre as 8 horas da manhã e às 9 horas da noite do dia seguinte, consumiu 85% de bateria). Neste campo, o J5 comportou-se também acima da média. Infelizmente vêm ainda com uma entrada USB universal, dispensando o USB-C, fazendo aumentar o tempo de carregamento.

O J5 e o J7 usam usb universal, não fazendo ainda a transição para o USB-C

O ecrã Super Amoled presente nos dois modelos mostra o porquê dos resultados acima. Com o J7 a superar na qualidade de imagem, percebe-se qual é a vantagem deste tipo de ecrã. O sistema operativo da Samsung é fluido e sem grandes críticas a apontar, mas continuamos a preferir o Android puro. As aplicações nativas da marca são completamente dispensáveis, embora a Samsung ande a reduzi-las, o que já se nota nestes telemóveis.

Câmaras para selfies e dia-a-dia

O J5 e o J7 mostraram a mesma qualidade de imagens nas fotografias na câmara frontal e na câmara traseira. Para quem é fã de selfies, estes telefones são uma boa opção.

Tirar fotografias com a câmara traseira é muito mais rápido do que com a câmara frontal, mas ambas tiraram fotografias em série sem qualquer problema. O estabilizador das câmaras podia ser melhor, se quisermos comparar com smartphones de gama mais alta e mais caros.

Veredicto final: smartphones sólidos para quem quer um Samsung

O J5 e J7 são bons telefones, mas no mercado há opções com características semelhantes por preços mais reduzidos. A diferença? Não têm a marca Samsung. Não pudemos deixar de sentir que estes smartphones, apesar de serem Galaxy, podiam ser melhores, tendo em conta o preço. Em relação aos modelos de 2016, as características destes telemóveis não inovam o suficiente para quem quer fazer um upgrade. Na mesma gama, há telefones mais inovadores e com mais especificações. Mas para quem quer a qualidade da marca Samsung, o modelo J7 compensa. Se tivéssemos analisado apenas o modelo J5, esta crítica podia ser diferente.