Rádio Observador

PT

Lesados da PT/Oi podem ir ao banco reaver dívida até 13 mil euros a partir desta terça-feira

A partir desta terça-feira, os lesados da PT/Oi já podem dirigir-se aos bancos para reaver investimentos até 13 mil euros. O processo decorre até à próxima segunda-feira.

Os clientes com investimentos superiores a 13 mil euros "têm de continuar à espera"

MARCELO SAYAO/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Os lesados da PT/Oi com investimentos até 13 mil euros podem reaver esses montantes a partir desta terça-feira e até segunda-feira junto da agência bancária onde compraram tais obrigações, anunciou a associação que representa centenas de credores.

Foi uma informação que nos foi dada ontem [segunda-feira] por um advogado da Oi. Os obrigacionistas que fizeram atempadamente o pré-registo ‘online’ poderão assinar um acordo na agência bancária onde subscreveram as obrigações” para reaver esses valores, disse o presidente da Associação de Lesados da PT/Oi (ALOPE), Francisco Mateus, à agência Lusa.

De acordo com o responsável, em causa estão apenas os credores até cerca de 13 mil euros, visto que esse valor “é aquele que se recebe de imediato e não depende da aprovação do plano de recuperação judicial da Oi”.

Os lesados com obrigações superiores a 13 mil euros “têm de continuar à espera”, notou.

Apesar de tal processo entrar esta terça-feira em vigor, decorrendo até à próxima segunda-feira, “alguns bancos ainda não o conhecem”, estando a aguardar “diretrizes da Oi”, referiu Francisco Mateus.

O presidente da ALOPE estimou que, “lá para a tarde, [os bancos] já devam ser todos conhecedores do processo”.

Para recorrer ao Programa para Acordo com Credores da empresa, que permite recuperar parte da dívida num montante até 50 mil reais (cerca de 13 mil euros), os obrigacionistas tinham até 19 de outubro para fazer um pré-registo na plataforma ‘online’ disponibilizada pela Oi.

Os restantes 10%, perto de 1.400 euros, só poderão ser arrecadados após a aprovação do plano de recuperação judicial da empresa, na assembleia-geral de credores, que já foi adiada diversas vezes, estando agora prevista para 06 e 27 de novembro.

Além do registo, os lesados tinham de entregar documentação junto do representante em Portugal nomeado pela Oi para receber os pedidos de adesão ao programa, a sociedade de advogados Carneiro Pacheco e Associados.

De acordo com Francisco Mateus, este processo ainda está a decorrer e com algumas dificuldades no agendamento junto da firma.

“Ainda ontem [segunda-feira] estava um caos. A partir de hoje [terça-feira] certamente que as coisas vão correr melhor, já que vão delegar nos bancos alguns processos”, disse.

Ainda assim, considerou que “isto é tudo tão esquisito”, questionando “porque é que não fizeram isto [delegar os acordos nos bancos] desde o início”.

Francisco Mateus criticou a atuação das instituições bancárias em todo este processo devido à falta de informação aquando da venda de obrigações e do programa de credores, razão pela qual a ALOPE vai interpor ações em tribunal no mês de novembro.

Também por essa razão, a associação vai denunciar a situação aos grupos parlamentares, adiantou à Lusa.

A Oi esteve num processo de fusão com a PT, o qual caiu na sequência do instrumento financeiro Rioforte e da queda do Banco Espírito Santo (BES) e entrou com um pedido de recuperação judicial em junho do ano passado, por não conseguir negociar a dívida.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)