O Fundo Revita vai atribuir subsídios de um montante total de 2,4 milhões de euros a 763 pequenos produtores agrícolas e de subsistência atingidos pelos incêndios de junho, foi esta sexta-feira anunciado.

“O ponto de partida foi a tragédia que atingiu muitos agricultores que viram as suas explorações devastadas, muitos deles de subsistência”, explicou à agência Lusa o presidente do Fundo Revita, Rui Fiolhais.

A atribuição destes subsídios vai abranger produtores agrícolas e de agricultura de subsistência atingidos pelos fogos de 16 de junho nos concelhos de Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande.

O responsável do Fundo Revita explicou ainda que numa fase inicial foi decidido cobrir prejuízos e apoiar 353 agricultores dos três concelhos, com uma verba que atingiu os 830 mil euros.

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“O Revita entendeu direcionar parte das verbas para essas situações, uma vez que entre os 1.053 euros e os 5 mil euros havia um vazio [nível de ajudas], já que nenhuma medida pública cobria isso”, disse.

Agora, numa segunda fase, entendeu estender a ajuda a mais 400 produtores agrícolas dos três concelhos em causa, numa verba cujo valor atinge os 1,6 milhões de euros.

“Nesta segunda tranche, foram identificados pela Direção Geral de Agricultura e Pescas do Centro (DRAP Centro), que foi ao terreno validar um a um. São cerca de 1,6 milhões de euros para mais 400 agricultores que vão receber os apoios a partir da próxima semana”, frisou.

Por esta via, o Revita vai cobrir os agricultores dos três concelhos que sofreram prejuízos superiores a 1.053 euros e inferiores a 5 mil euros.

No total, são mais de 2,4 milhões de euros de subsídios concedidos a 763 agricultores, um apoio que Rui Fiolhais considera ser “muito importante” para estas pessoas.

“Não é apenas reconstruir, mas restituir um modo de vida e devolver a esperança a estas pessoas”, concluiu.