A REN – Redes Energéticas Nacionais obteve lucros de 88,9 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 26% do que no mesmo período de 2016, divulgou esta sexta-feira a empresa liderada por Rodrigo Costa.

Em comunicado de imprensa, a REN justificou o crescimento dos lucros com o “sólido desempenho financeiro, sustentado no recuo do custo médio da dívida para 2,6%, face aos 3,5% registados nos primeiros nove meses de 2016”.

Ainda assim, acrescenta, o “desempenho financeiro continua a ser afetado pelo efeito negativo da CESE”, a contribuição extraordinário sobre o setor energético, que teve um custo 25,8 milhões de euros.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) dos primeiros nove meses do ano atingiu 364,4 milhões de euros, mais 2% face ao período de 2016, que a REN justifica com a incorporação da participação de 42,5% que tem desde fevereiro na chilena Electrogás.

Estas contas da REN (cujo acionista maioritário é a chinesa State Grid, com 25% do capital social) não incluem a compra da totalidade da EDP Gás, que só foi concluída em 4 de outubro, um investimento de 532,4 milhões de euros.