José Mourinho

Mourinho e o fisco espanhol: “Não discuti, paguei”

José Mourinho foi ouvido esta sexta-feira num tribunal de Madrid, por suspeita de burla ao fisco. A audiência durou cinco minutos. Aos jornalistas, o treinador diz que já pagou tudo em 2015.

AFP/Getty Images

José Mourinho foi ouvido esta sexta-feira no tribunal de instrução de Pozuelo de Alarcón, arredores de Madrid, por suspeitas de ter burlado o fisco espanhol em 3,3 milhões de euros em 2011 e 1012, quando treinava o Real Madrid. A audiência durou apenas cinco minutos.

Aos jornalistas, o treinador disse que achava que a sua situação já estava regularizada desde 2015, altura em que pagou uma quantia reclamada pelo fisco. “Não discuti, não contestei, paguei”, disse o treinador português à saída do tribunal, referindo-se a esse período.

Mourinho disse que se foi “embora de Espanha em 2013 com a convicção de que a [sua] situação tributária estava perfeitamente legal”. Uns anos mais tarde foi informado de que não era bem assim e que “para regularizar a situação tinha de pagar x quantia”. E pagou, sublinhou o técnico do Manchester United.

Agora, volta a ter problemas com o fisco. Depois da audiência desta sexta-feira, a sua situação mantém-se. O treinador português chegou sozinho ao tribunal e partiu sozinho, num táxi.

A queixa foi apresentada em junho passado pelo Ministério Público espanhol, que calcula os montantes em falta em 3.304.670 euros, dos quais 1.611.537 relativos a 2011 e 1.693.133 referentes a 2012.

O técnico português, que agora treina o clube inglês Manchester United, apresentou as suas declarações fiscais de 2011 e 2012 em Espanha, mas sem incluir as receitas obtidas com a cedência dos direitos de imagem a empresas com sede em paraísos fiscais.

De acordo com o El Mundo, Mourinho e a sua defesa consideram que o fisco espanhol procurou “pretextos” e “álibis” para reabrir o processo dois anos depois de ter pago mais de 4 milhões de euros em sanções, dos quais 2,3 milhões foram devolvidos após o Ministério Público ter aceitado o argumento de que o português já não tinha residência em Espanha em 2013.

Mourinho, que orientou o Real Madrid entre 2010 e 2013, diz que a acusação se agarrou a uma suposta “descoberta” de uma sociedade, a Kaitaia, que, segundo a defesa do português, faz parte da estrutura societária exterior cuja posse já tinha sido admitida no anterior processo.

A defesa do atual treinador do Manchester United refere ainda que a nova acusação foi feita numa altura “em que se tinham iniciado vários processos penais contra determinados jogadores de futebol”. Os jogadores de que a defesa fala tratam-se daqueles que são representados pelo agente português Jorge Mendes, tal como treinador português.

José Mourinho defende, por isso, que a acusação feita pelo Ministério Público é “nula de pleno direito”, provoca “insegurança jurídica” e vai contra “garantias fundamentais do Estado de Direito”.

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