Em 1970, na primeira edição da Maratona de Nova Iorque, chegaram 55 atletas à meta, o que já chegou para deixar bem satisfeito Fred Lebow, um emigrante judeu vindo da Roménia, grande entusiasta das corridas de estrada.

No domingo, para a 47.ª edição da prova (só não se correu em 2012), o panorama é totalmente diferente e um dos objetivos é bater o recorde de 51.394 atletas à chegada, batido no ano passado, na que já é, sem sombra de dúvida, a mais popular das maratonas à escala mundial.

Agora, a organização é do New York Road Runners Club (NYRR), altamente profissionalizada e atenta à dupla vertente da corrida, desde as elites até ao pelotão de populares. A prova é aberta a todos, mas tem algumas “malhas” de acesso — é necessário fazer mínimos de participação (há um quadro, com marcas e idades), o que não chega para impedir que sejam mais de 50 mil na partida.

A única vez que a prova não se correu foi em 2012, devido ao furacão Sandy, e nunca o perigo de ameaças terroristas levou ao cancelamento da mítica corrida entre Statten Island e Central Park. Este ano, volta a ser assim, com o massacre de terça-feira na baixa de Manhattan a não parar a “máquina” já em marcha.

Não é fácil controlar a imensa multidão nas ruas e a polícia redobrou este ano a atenção. Todas as artérias vão estar fechadas com camiões de areia, haverá ‘snipers’ nos telhados e entre os destacados alguns terão armamento pesado. Os céus serão patrulhados por helicópteros e entre os espetadores estarão também muitos agentes à paisana.

Bill de Blasio, presidente da câmara de Nova Iorque, elogia o esforço de segurança e pede que os habitantes “não se deixem afetar pelo terror”.

Ao longo do trajeto estarão ainda cerca de dez mil voluntários, para se ocuparem das mais diversas tarefas, que vão desde o controlo e encaminhamento de atletas e público, até à distribuição de água e abastecimentos no início, durante e no final da prova

Eles irão distribuir mais de 220 mil litros de água e 115 mil litros de bebida isotónica, em copos de papel. Antes da partida será também disponibilizado aos atletas, 40.800 barras energéticas, 61.000 garrafas de água e 65.000 copos de café.

No plano médico, estarão 38 estações preparadas para fornecer o apoio mais básico, equipadas com 5700 quilos de gelo, 14 mil pensos rápidos e 220 tubos de vaselina. Por outro lado serão montados dois mil sanitários portáteis, tanto na zona da partida, como ao longo do percurso e no final.