Mário Jorge Neves, dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) que, juntamente com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), convocou a greve desta quarta-feira, afirmou junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que, até ao final do ano, existirão novos dados reivindicativos e novas movimentações, os quais poderão significar “uma nova e mais alargada greve médica”.

Tal como o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, o dirigente da FNAM sublinhou a “forte adesão” dos médicos à greve, que se expressa em vários casos pelo encerramento total das salas e o adiamento de consultas.

Segundo Mário Jorge Neves, os próximos passos do processo reivindicativo dos médicos vai ser definido ainda esta quarta-feira, numa reunião entre os promotores da greve que irão ainda fazer um balanço do protesto. A definição dos próximos passos destes sindicais vai acontecer num pressuposto: “Não desistiremos de lutar pela dignidade dos médicos”, disse o dirigente da FNAM.