O presidente do PSD assumiu quinta-feira à noite, em Braga, ser contra a criação de um “exército europeu”, salientando, no entanto, a necessidade do “reforço e ampliação” de respostas ao nível da União Europeia na área da Defesa.

A participar num jantar debate no âmbito das jornadas do Grupo Parlamentar do Partido Popular Europeu, no qual a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, também esteve presente, Pedro Passos Coelho deu ainda conta do desafio que vai lançar ao Governo para que explicite “quais são as linhas vermelhas” de Portugal na área da defesa europeia.

“Desejamos o reforço e ampliação de respostas na área da Defesa, mas não queremos com este processo criar um exército europeu”, afirmou Pedro Passos Coelho, deixando um aviso a António Costa: “Não damos o aval ao Governo para um processo que venha desembocar neste resultado”.

Lembrando que sexta-feira haverá uma audição na Assembleia da República com o ministro dos Negócios Estrangeiros e com o ministro da Defesa, o líder do PSD disse que quer que o Governo seja claro sobre a orientação que irá ter na área da Defesa europeia.

“Convidaremos o Governo a deixar muito claro quais são as ‘linhas vermelhas’ para Portugal neste processo”, declarou.

Num discurso que focou a importância de uma caminho de cooperação reforçada na área da Segurança e Defesa ao nível da União Europeia, Pedro Passos Coelho avisou que, ainda assim, o PSD não vai “passar um cheque em branco” ao Governo naquela área.

“É preciso transparência neste processo”, referiu.