Várias dezenas de milhares de manifestantes encheram este sábado uma avenida do centro de Barcelona, no início de uma marcha para exigir a libertação de 10 dirigentes independentistas catalães.

Estão detidos por “sedição” os presidentes da organização Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sanchez, e do sindicato Omnium Cultural, Jordi Cuixart, e oito ex-membros do governo catalão destituído após a declaração de independência.

A mobilização deve servir de teste para o movimento independentista, após o fracasso da declaração unilateral de independência de 27 de outubro e antes das eleições regionais convocadas para 21 de dezembro.

À frente da manifestação, onde eram visíveis rostos do independentismo e familiares dos detidos, iam duas faixas escritas em catalão: “Liberdade para os presos políticos” e “Somos uma república”.

Segundo imagens da televisão, os manifestantes encheram uma avenida que conduz à praia de Barcelona, alguns com cartazes que diziam “SOS democracia” e outros com bandeiras independentistas.

A manifestação foi convocada pelas poderosas organizações separatistas ANC e Omnium e o presidente do executivo catalão destituído Carles Puigdemont — alvo de um mandado de detenção europeu por se encontrar na Bélgica — apelou aos independentistas para fazerem ouvir um “clamor” na concentração.

Os organizadores esperavam a mesma afluência que durante as concentrações em massa no dia da festa nacional catalã, a Diada, a 11 de setembro.

Após a declaração unilateral de independência, o Governo espanhol do conservador Mariano Rajoy ativou o artigo 155 da Constituição, suspendendo a autonomia da região, destituiu o executivo, dissolveu o parlamento e convocou eleições regionais.