“A maior greve da década”: esta é a promessa da Federação Nacional dos Professors (Fenprof) para a paralisação que tem agendada para amanhã, quarta-feira, em todo o país.

Na origem dos protestos está a desresponsabilização do governo em relação às progressões das carreiras, acusa a entidade sindical. E, por isso, estão dispostos a alargar o protesto a 2018, podendo atingir momentos delicados do ano letivo, como “as avaliações” do primeiro período, avança hoje o Diário de Notícias.

Os protestos, aliás, já se fazem sentir desde a semana passada com várias escolas a fazerem greve a tarefas “letivas” que o ministério não reconhece como tal e ao primeiro tempo de aulas, decisão que tencionam manter até ao final do primeiro período escolar.

Greve de professores à primeira hora de aulas afeta escolas e rendimento dos alunos

As diferentes organizações sindicais de professores estão alinhadas nos protestos e esperam que termine o impasse em relação à contagem do tempo de serviço dos professores, tendo em vista o descongelamento das carreiras da administração pública em 2018. Os sindicatos não aceitam o cenário em avaliação, por não ser considerada a totalidade do tempo de serviço dos docentes cuja progressão está interrompida há uma década. “Estamos 100% disponíveis para um faseamento [das progressões]”, explicou Mário Nogueira ao DN. “Mas estamos totalmente indisponíveis para fazer uma recuperação parcial.”