Muito se tem falado sobre a eliminação da Itália do Mundial 60 anos depois. E, depois do apito final – resguardando o momento solene de respeito e homenagem após a saída de Buffon em lágrimas da squadra azzurra –, o futebol transalpino iniciou uma autêntica caça ao mal (ou males) que levaram ao que classificam de “apocalipse”.

60 anos depois, a Itália está fora do Mundial 2018. Suécia apurada

Gian Piero Ventura, o selecionador, foi o principal alvo mas não demorou muito nessa condição: deixou de ser esta quarta-feira oficialmente treinador da equipa italiana. Depois, há a Federação, pela inépcia de renovação; os clubes, pelo alegado desinvestimento na formação; do próprio futebol no país, que foi perdendo a sua identidade. Mas de Inglaterra, mais concretamente do Daily Mirror, vem outra teoria: o culpado foi… Éder.

Numa espécie de efeito borboleta, foi o golo do avançado no particular realizado entre Portugal e Itália em junho de 2015, em Genebra, que provocou o terramoto no futebol transalpino. E porquê? Acompanhe esta sequência.

Depois dessa derrota, a Itália acabou por descer no ranking e passou para o pote 2 no sorteio da qualificação europeia para o Campeonato do Mundo de 2018. Em vez de ter como adversário teoricamente mais forte Eslováquia, Áustria, Roménia, Suíça, Rep. Checa, França, Islândia, Dinamarca ou Bósnia, passou a ter Alemanha, Bélgica, Holanda, Portugal, Roménia, Inglaterra, País de Gales, Espanha e Croácia. E tocou-lhe uma das favas: a Espanha.

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A Roja venceu mesmo o grupo com 28 pontos, contra 23 da Itália. Seguiu-se o playoff, um jogo incrivelmente ineficaz em San Siro depois da derrota na Suécia e um nulo que deu a passagem aos escandinavos. Mas tudo começou com um golo decisivo de Éder (outro) num particular que teve mais peso do que na altura se pensava.