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Cerca de 73,4 milhões de toneladas movimentadas nos portos do continente

A carga movimentada nos portos do continente atingiu cerca de 73,4 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano, mais 5,4% do que no mesmo período de 2016.

A carga movimentada nos portos do continente atingiu cerca de 73,4 milhões de toneladas.

MÁRIO CRUZ/LUSA

A carga movimentada nos portos do continente atingiu cerca de 73,4 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano, mais 5,4% do que no mesmo período de 2016, correspondente a um novo valor máximo, foi divulgado esta quinta-feira.

No relatório de acompanhamento do mercado portuário de setembro, a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) justifica que “este recorde se verifica novamente por reflexo do comportamento dos portos de Leixões, Aveiro e Sines, cujo movimento é também o mais elevado de sempre”.

O porto que mais contribuiu para este resultado foi o de Lisboa, ao movimentar mais 1,8 milhões de toneladas (uma subida de 24,1%) face ao período homólogo de 2016, “confirmando e dando sustentação ao ciclo de recuperação de tráfego perdido em anos anteriores por efeito, nomeadamente, de perturbações laborais”, aponta a AMT.

Seguiram-se os portos de Leixões (mais 951,2 mil toneladas, acréscimo de 7%), de Aveiro (mais 719,5 mil toneladas, aumento de 22,4%) e o de Sines (mais 778,6 mil toneladas, subida de 22,4%), isto em ordem decrescente face ao impacto no sistema.

Também pela positiva se destacaram os portos de Viana do Castelo e da Figueira da Foz, que subiram 5,3% e 1,8%, respetivamente. Já os portos de Setúbal e de Faro tiveram quedas de 7,3% e de 60,7%, respetivamente, na carga movimentada.

Para justificar estas últimas variações, a AMT aponta o “transbordo de petróleo bruto efetuado em Sines com destino a Leixões para suprir necessidades de abastecimento da refinaria de Matosinhos, devido à inoperacionalidade do terminal oceânico que impediu a descarga direta neste último porto de navios de grande dimensão”, durante o ano passado.

“Com a reposição da operacionalidade deste terminal oceânico deixou de se verificar o acréscimo extraordinário pontual deste tráfego específico, que induz a sua variação homóloga negativa”, assinala aquela autoridade, notando que esta situação “foi compensada pelo crescimento de outras operações no porto de Sines em 2017, nomeadamente pelo tráfego de contentores”.

Em sentido inverso, o porto de Lisboa teve variações positivas pelo “decréscimo verificado em 2016 na sequência das greves dos trabalhadores portuários”, influenciando negativamente o desempenho dos portos de Leixões e de Setúbal que haviam beneficiado com tais paralisações, observa.

No que toca ao tráfego de contentores nos portos comerciais do continente movimentado entre janeiro e setembro deste ano, alcançou um volume de quase 2,3 milhões de TEU (unidade equivalente a 20 pés), o “número mais elevado de sempre nos períodos homólogos” e mais 16% do que em 2016.

Para justificar tal desempenho, a AMT alude ao comportamento dos portos de Lisboa e de Sines, que tiveram subidas de 38,5% e de 22,7% nos contentores movimentados. Por seu lado, o porto de Leixões registou uma quebra de 5,5% e o de Setúbal uma diminuição de 3,4%, adianta.

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