Cristiano Ronaldo deu uma longa entrevista ao jornal desportivo francês L’Équipe, onde aborda a família, o mau momento do Real Madrid, o poderio do PSG e o futuro. A entrevista na íntegra só é publicada esta sexta-feira mas o jornal francês já começou a partilhar algumas frases do jogador português.

Surpreendentemente, o Real Madrid está no terceiro lugar do campeonato espanhol: a oito pontos do Barcelona, quatro do Valência e com os mesmos do Atlético de Madrid. Nesta altura, já nem sequer se pode dizer que é um mau arranque dos merengues; estamos a meio de novembro, é improvável que o Barcelona perca mais de oito pontos e as coisas na Liga dos Campeões também não estão a correr de feição. Cristiano Ronaldo – sendo a grande estrela do Real Madrid – tem sido também o mais criticado. Depois dos cinco jogos de castigo no início da época, o melhor jogador do mundo não conseguiu voltar da melhor maneira e tem marcado menos golos do que aquilo que era expectável. Mas Ronaldo reage bem as críticas: “Não critico as pessoas que me criticam quando não marco”. Mas há reparos especiais:

Na verdade, o mais estranho é que isso se passa em minha casa. Quando não marco, a minha mãe pergunta-me porquê, o meu filho pergunta-me porquê, a minha irmã, o meu irmão…dizem-me ‘mas o que é que se passa?'”,contou Cristiano Ronaldo ao jornal francês.

O L’Équipe, sendo francês, tinha de perguntar sobre o PSG. Os milhões que envolveram a transferência de Neymar deixaram o mundo de boca aberta e o clube é hoje dono de uma autêntica hegemonia na Ligue 1 – que se pode alargar à Liga dos Campeões. Nada que assuste o jogador português. “Não temo o PSG. Somos campeões da Europa e detentores do título. Dois anos seguidos. Devemos respeitar esse registo. Creio que demonstramos que quando temos de estar prontos, estamos”, defendeu Cristiano Ronaldo, para depois acrescentar que é parecido com Zinedine Zidane, ambos “não se põem nervosos”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Aos 32 anos, Ronaldo não pensa em pendurar as botas. Aliás, pensa em tudo o que ainda tem para fazer dentro das quatro linhas. “Enquanto estiver a jogar, vou tentar ganhar tudo o que possa ganhar”, garante o português, e deixa uma promessa: “Agora, o meu sonho é a quinta Bola de Ouro. E, no ano seguinte, ter outra para conquistar”.

Quero sete filhos e outras tantas Bolas de Ouro”, atira o internacional português, que foi pai pela quarta vez no passado domingo.