Viseu

Governo anuncia reforço do transporte de água em camiões cisterna para Viseu

O Governo anunciou que vai reforçar o transporte diário de água em camiões cisterna. O processo envolve um investimento de 250 mil euros numa iniciativa da Águas de Portugal.

Nuno Andre Ferreira/LUSA

O secretário de Estado do Ambiente anunciou esta quinta-feira a disponibilização de 250 mil euros para apoiar uma iniciativa da Águas de Portugal, que visa reforçar o transporte de água diário, em camiões-cisterna, para quatro concelhos do distrito de Viseu.

“Hoje [quinta-feira] foi publicado um segundo despacho de Apoio ao Fundo Ambiental, que vai mobilizar mais 250 mil euros, no global, meio milhão de euros, para esta operação. Estes 250 mil euros vão diretamente apoiar uma iniciativa da Águas de Portugal, a partir das Águas do Norte, numa operação que deve decorrer nos próximos 15 dias e que vai funcionar praticamente 24 horas por dia”, avançou Carlos Martins.

O Governo já tinha anunciado uma verba de 250 mil euros para que os municípios de Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo pudessem fazer face às despesas relacionadas com o transporte de água, em camiões cisterna, por causa da situação de seca que se faz sentir.

No final da assinatura do protocolo do Fundo de Apoio Ambiental, que decorreu ao início da tarde de hoje em Mangualde, Carlos Martins sublinhou que este reforço deverá traduzir-se em 15 camiões cisterna de água diários.

“Vamos atingir cerca de 40 camiões cisterna, entre os que já estavam em serviço e os que a Águas de Portugal vai colocar”, informou.

De acordo com o representante do governo, os consumos diários para estes quatro concelhos, num total de mais de 100 mil habitantes, rondam os 20 mil metros cúbicos (m3).

“Atualmente, estamos com cerca de dois mil m3 com os transportes implementados e queremos passar esse valor para um valor próximo dos seis mil m3”, esclareceu.

Aos jornalistas, o secretário de Estado do Ambiente disse ainda que o Município de Viseu vai colocar em funcionamento uma captação subterrânea que estima que “tenha uma injeção na rede de cerca de três mil m3”.

“Temos ainda outras origens, nomeadamente algumas pedreiras que tinham ainda recursos hídricos e que, mercê de algum tratamento, podem também ajudar a atingir um valor muito próximo do nosso desejo”, apontou.

Carlos Martins não tem dúvidas de que este é o maior problema que o país enfrenta em termos de abastecimento público.

Para além das medidas imediatas, o Governo está já a realizar estudos para o desassoreamento da Albufeira de Fagilde, de forma a aumentar o volume de armazenamento futuro.

“Está a ser desenvolvido também um conjunto de avaliações técnicas da Estação de Tratamento de Água, uma vez que ela pode disponibilizar mais 8%, com pequenas obras que, seguramente, vão ser feitas antes do próximo verão”, acrescentou.

No que toca a medidas mais estruturais, o secretário de Estado do Ambiente avançou que estão a ser levados a cabo estudos no sentido de altear a Barragem de Fagilde, com o intuito de aumentar em cerca de 25% o seu volume de encaixe.

“Além disso, está a ser avaliada uma opção de ligação por conduta, a partir do sistema das Águas do Norte, uma interligação que pode funcionar sempre que aqui possa haver uma situação de maior risco”, concluiu.

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