“The Only Living Boy in New York”

Um bom, despretensioso e portátil filme novaiorquino com o selo da Amazon, assinado por Mark Webb, que tanto faz joalharia “indie” (“(500) Dias com Summer”) como bisarmas de estúdio (duas fitas da série “Homem-Aranha”). Tirando o título de uma canção de Simon & Garfunkel, “The Only Living Boy in New York” é uma história de incerteza pessoal, dessincronia familiar e iniciação à idade adulta, protagonizada por Thomas, um rapaz recém-licenciado que quer ser escritor, quer muito que a namorada de um amigo seja a dele, e quer, acima de tudo, que o pai, editor de sucesso de “best-sellers”, largue a amante, não saia de casa e deixe a mãe ainda mais vulnerável do que é. Um firme conjunto de actores (Pierce Brosnan, Kate Beckinsale, Cynthia Nixon, Callum Turner no papel de Thomas e o afavelmente imponente e roufenho Jeff Bridges, que também co-produz, no vizinho e conselheiro sentimental e existencial ), um argumento sem manhas narrativas, situações forçadas ou palha sentimental, e uma realização em velocidade de cruzeiro e serviçal da história e das personagens. Nada mau, nos tempos que correm.

“A Vida de um Génio”

Mais um mau filme sobre escritores e literatura que é também um mau filme sobre J.D. Salinger, o autor de “The Catcher in the Rye” (traduzido em português primeiro como “Uma Agulha no Palheiro” e mais tarde “À Espera no Centeio”), livro de culto de sucessivas gerações desde a sua publicação em 1951. Na estreia a realizar, o actor Danny Strong baseia-se numa das várias biografias de Salinger para pôr de pé esta selecção sintetizada de factos quase todos sobejamente conhecidos, lugares-comuns do “biopic” de escritores e algumas liberdades dramáticas, que não aquece nem arrefece em relação à descrição da vida e à apreciação e interpretação da obra do escritor, interpretado por um Nicolas Hoult que anda mais pendurado da personagem do que metido nela (a culpa nem é dele, é do argumento). Com Kevin Spacey como Whit Burnett, o professor de escrita criativa, primeiro editor de Salinger na revista “Story” e seu mentor literário.

“Liga da Justiça”

Os super-heróis voltam a subir á cena e agora são da DC. “Liga da Justiça” junta Batman, Mulher-Maravilha, The Flash, Aquaman e Cyborg, unidos depois da morte de Super-Homem para salvar a Terra de Steppenwolf e do seu exército demoníaco. Zack Snyder, que sucedeu a George Miller, é creditado como realizador do filme, embora tenha abandonado o projecto já este ia adiantado, devido à morte da filha, e sido substituído por Joss Whedon. Com um custo que ascendeu a 300 milhões de dólares por causa de problemas de produção, que levaram a que muitas sequências fossem filmadas de novo, a fita é interpretada por Ben Affleck, Gal Gadot, Henry Cavill, Jason Momoa, Ezra Miller, Ray Fisher, Ciarán Hinds, Amy Adams, Jeremy Irons, Jesse Eisenberg, Diane Lane e J.K. Simmons, entre vários outros. “Liga da Justiça” foi escolhido pelo Observador como filme da semana, e pode ler a crítica aqui.