A Confederação das Associações Económicas de Moçambique, a maior associação patronal do país, propôs esta sexta-feira ao Governo moçambicano o congelamento em 2018 do aumento nos ordenados e do 13.º mês, visando atenuar o desequilíbrio das contas públicas.

A CTA defendeu um pacote de medidas a serem seguidas pelo executivo no próximo ano, durante o V Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios no país.

“Na perspetiva da austeridade da despesa pública, precisamos de ir a fundo nas reformas, para enfrentar os desequilíbrios, introduzindo medidas como o congelamento dos aumentos salariais em 2018 e suspendendo o 13.º mês”, declarou o presidente da CTA, Agostinho Vuma.

Vuma afirmou que o Governo deve ainda congelar as promoções automáticas nas carreiras dos funcionários e agentes do Estado e a aquisição de bens materiais de alto valor.

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Ao nível das despesas de investimento, prosseguiu, é imperioso apostar na eficiência do investimento público, combinando a relação entre custo e benefício nas infraestruturas.

“A combinação deste grupo de medidas poderia aumentar a eficiência da nossa economia e melhorar a produtividade do setor privado”, acrescentou Agostinho Vuma.

O presidente da CTA apontou a necessidade de o Governo reduzir o recurso aos bilhetes de tesouro para se financiar, assinalando que esta forma de capitalização do Estado provoca o encarecimento das taxas de juro.

“Para o setor privado, é importante o rápido tratamento da questão da consolidação fiscal, pois todos os riscos fiscais persistentes na economia deterioram o ambiente de negócios em Moçambique”, acrescentou Agostinho Vuma.

Na sua reação às propostas da CTA, o primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou que o executivo vai refletir profundamente sobre as mesmas, assinalando a importância do diálogo entre o setor público e o setor privado, para a dinamização da economia moçambicana.

“Tomámos nota das propostas aqui avançadas, vamos refletir em torno delas de uma forma sistematizada e mais estruturada”, disse Carlos Agostinho do Rosário.