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Agricultura

Plano de Regadios é “grande aposta” na competitividade da agricultura portuguesa

O ministro da Agricultura acredita que o Plano Nacional de Regadios é uma "grande aposta" na competitividade da agricultura do país. O ministro considera importante combater as alterações climáticas.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Plano Nacional de Regadios constitui uma “grande aposta” na competitividade e na vocação exportadora da agricultura portuguesa e terá “uma importância acrescida” para enfrentar as consequências das alterações climáticas, afirmou esta quinta-feira o ministro da Agricultura.

“Trata-se obviamente de uma grande aposta na competitividade da nossa agricultura, num contributo importante para a criação de riqueza e para continuar a acentuar a vocação exportadora da nossa agricultura, e um importante fator de desenvolvimento rural”, disse Luís Capoulas Santos, em entrevista à agência Lusa.

Por outro lado, frisou o governante, o Plano Nacional de Regadios, que vai implicar um investimento de cerca de 500 milhões de euros para requalificar regadios obsoletos ou construir novos regadios para beneficiar uma área total de 90 mil hectares, vai ter “uma importância acrescida” no contexto que se está a viver, em que “cada vez são mais evidentes as consequências negativas das alterações climáticas”.

Segundo o ministro da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural, numa região como o sul da Europa, onde Portugal está incluído, que é “tão exposta” às consequências negativas das alterações climáticas, as medidas mitigadoras “passam essencialmente por duas frentes”.

“Por um lado, aumentar a capacidade de armazenagem para que possamos dispor de água nos períodos críticos, como é aquele [de seca] que estamos, infelizmente, a viver, e, simultaneamente, avançar no uso eficiente da água, com sistemas tecnologicamente mais avançados, que permitam cada vez com menos água ter melhores resultados em termos da produção agrícola”.

Luís Capoulas Santos defendeu a “conjugação” dos dois fatores, o armazenamento e a adoção de medidas que garantam o uso eficiente e a redução dos desperdícios de água, que são os “pilares básicos” da nova política de regadios, traduzida no plano, um “grande investimento” que será feito “nos próximos quatro a cinco anos em Portugal”.

Através do plano, o Governo vai “ampliar significativamente o regadio nacional com projetos espalhados um pouco por todo o país”, adiantou Capoulas Santos.

O Plano Nacional de Regadios vai ser financiado com verbas do Programa de Desenvolvimento Rural e com um montante de 260 milhões de euros resultantes de dois empréstimos concedidos por bancos europeus.

O maior empréstimo, de 180 milhões de euros, vai ser concedido pelo Banco Europeu de Investimento e o outro, de 80 milhões de euros, pelo Banco do Conselho da Europa, precisou o ministro, referindo que a assinatura dos empréstimos vai concretizar-se este mês.

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