Seis anos após a apresentação do primeiro protótipo eléctrico, o 102EX, a Rolls-Royce decide passar da palavra à acção e avançar rumo à mobilidade eléctrica, com uma versão zero emissões da nova geração Phantom. Mas cuja chegada ao mercado não tem ainda data prevista.

Depois de ter lançado a nova geração do seu emblemático modelo com um portentoso V12, eis a que Rolls-Royce promete agora começar a dar os primeiros passos rumo ao futuro, com o lançamento daquele que será o seu primeiro modelo de produção 100% eléctrico, alimentado por baterias. Com a garantia a surgir por intermédio do CEO do fabricante britânico, Torsten Müller-Ötvös, embora sem precisar qualquer data de lançamento.

Mantendo, como princípio, a recusa de oferecer versões híbridas, admitindo apenas um cenário em que versões com motores de combustão conviverão com outras 100% eléctricas, Müller-Ötvös deixa a garantia que, no caso da Rolls-Royce, a transição se fará de uma vez só e directamente para os eléctricos. “Não temos necessidade de perder tempo com fases intermédias”, até porque, “se o objectivo são emissões zero, então, é emissões zero que vamos oferecer”, declarou.

Assumindo que a mudança não resulta de uma exigência dos clientes, o responsável pela Rolls admite que “até hoje”, ainda não recebeu “qualquer cheque de um cliente a exigir uma versão eléctrica”, pelo que a aposta na electricidade resulta das alterações legislativas que se anunciam, em particular na Ásia, onde várias cidades falam já em banir os motores de combustão.

Ainda assim, tanto a companhia como o próprio Müller-Ötvös não deixam de admitir algum cepticismo quanto a aspectos fundamentais dos veículos eléctricos, como a autonomia, sendo que é o mesmo responsável a reconhecer que não existem sequer planos para a aplicação dos novos sistemas de cruise control nos modelos da Rolls-Royce, desenvolvidos pela casa-mãe BMW para os seus próprios veículos.

Na verdade e conforme o próprio CEO recorda, “vai tudo depender do progresso que vier a ser alcançado em termos de desenvolvimento da tecnologia”. Sendo que a disponibilização de uma versão eléctrica só mesmo “a partir do momento em for alcançado o patamar e evolução pretendidos, capazes de tornar a sua utilização numa experiência sem preocupações para qualquer cliente. E em que este poderá, inclusivamente, dispensar a manutenção de um só dedo que seja, no volante”.

O CEO da Rolls-Royce recusa a possibilidade de lançar uma versão “Black Badge”, sinónimo de imagem mais desportiva, no Phantom, um pouco à imagem do que já acontece em propostas como o Ghost, o Wraith ou o Dawn. Garantindo que “não seria a melhor opção para um modelo destas dimensões e características, uma vez que nem é isso que os clientes esperam num Phantom”.