A economia moçambicana cresceu 2,9% em termos homólogos no terceiro trimestre de 2017, registando uma valorização acumulada anual de 3%, anunciou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística moçambicano.

O número representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior em que a economia tinha crescido 3,1% em termos homólogos, assente sobretudo num impulso do setor extrativo, que entre abril e junho de 2017 cresceu 60% em relação ao ano anterior.

Entre julho e setembro, o setor das pescas foi o que mais cresceu, com uma subida de 22,8% face ao mesmo período de 2016, seguido da indústria extrativa com um salto de 19,4% e do setor de transportes, informação e comunicações com 6,7% de aumento.

Do lado da contração, o setor da hotelaria e restauração perdeu 7,4%, a produção de eletricidade, gás e água diminuiu 4,8% e a construção contraiu 3,1%.

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“O desempenho da atividade económica no terceiro trimestre de 2017 é atribuído em primeiro lugar ao setor primário que cresceu 10,1%”, refere-se no volume das Contas Nacionais de Moçambique, divulgado na segunda-feira pelo INE.

O setor terciário cresceu 3,2%, enquanto que o setor secundário desceu 2,1% face ao terceiro trimestre de 2016.

Em termos de distribuição, “o ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, atividades relacionadas e pesca é o que tem maior participação na economia no terceiro trimestre de 2017 com um peso no PIB de 21,4%”, acrescenta-se no documento.

Falta um trimestre para saber em que patamar ficará o crescimento da economia de Moçambique em 2017, depois de em 2016 ter ficado pelos 3,8%.

O FMI tem projetado que a economia moçambicana cresça 4,7% este ano e 5,3% em 2018, mas os valores estão ainda sujeitos a revisão, anunciou a instituição na última semana.