Foi a “irritação” da manhã no Facebook e no Twitter — mas a situação foi entretanto resolvida. A bandeira nacional portuguesa foi utilizada como tapete (o artigo de decoração é da autoria da empresa Ferreira de Sá) na receção de um luxuoso hotel do Porto, o Hotel Torel Avantgarde, em plena Rua da Restauração.

O Coronel Duarte Costa, por exemplo, escreveu na sua conta de Facebook que “ver a Bandeira Nacional transformada em tapete, usada como vulgar capacho, fere-me no meu mais íntimo âmago de cidadão Português”. E acrescentou: “Sim, devia ser proibido. Sim é uma falta de respeito punida por lei. Sim senti-me envergonhado. Sim este meu Portugal merecia melhor…”

A página de Facebook do Hotel Torel Avantgarde foi depois inundada de comentários críticos, o que obrigaria a direção do hotel a reagir em comunicado — um comunicado onde se ficou a saber que o tapete polémico foi retirado.

O Torel Avantgarde (…) é uma homenagem à portugalidade. De forma a valorizarmos e divulgarmos o talento nacional, recorremos exclusivamente a designers, artistas e artesãos portugueses e, no nosso hotel, Portugal está em destaque tanto na decoração como na gastronomia e em tudo o mais que pode ser vivenciado neste espaço. Assim sendo, o tapete no lobby com a ilustração da bandeira de Portugal foi mais uma forma de honrarmos e celebrarmos este facto e o nosso país. Mas tendo em conta as diferentes opiniões geradas pelo uso da bandeira, retiramos o tapete e sublinhamos que a nossa intenção era honrar e celebrar a portugalidade presente no nosso Hotel.”

Entretanto, as fotografias do lobby disponíveis no site do Torel Avantgarde foram retiradas, sendo o vídeo de apresentação do hotel (onde o tapete era visível) reeditado nas últimas horas — agora sem o tapete da discórdia presente.

Atualmente, o artigo 332º do Código Penal pune com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias “quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa”.