O representante para São Tomé e Príncipe do Fundo das Nações Unidas para Infância, a Unicef, garantiu esta segunda-feira que no país “é praticamente impossível uma mãe grávida portadora de VIH/Sida contaminar o seu filho”.

“No domínio da luta contra o HIV/Sida, tomamos algumas medidas para evitar a transmissão do vírus da mãe para o filho, fornecemos igualmente testes para as mulheres grávidas e isso contribuiu para nos aproximar da transmissão zero de HIV da mãe para a criança”, disse Jaques Boyer, considerando que o país “está atualmente bem colocado para garantir essa não transmissão”.

Jacques Boyer fez as declarações no final de dois encontros separados com a ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, Ilza Amado Vaz, e da Saúde, Maria de Jesus Trovoada, para se despedir das autoridades governamentais são-tomenses, após quatro anos de mandato.

O responsável destacou a cooperação a nível da saúde entre a Unicef e São Tomé e Príncipe como sendo uma das mais importantes, tomando como exemplo a introdução, pela primeira vez, já no próximo ano, da vacina às adolescentes contra o cancro do colo do útero.

“Retenho como um dos aspetos importantes dessa cooperação a introdução da nova vacina e o apoio que a Unicef deu para a aquisição dessas vacinas”, explicou Jaques Boyer, que referiu igualmente ao apoio dado para a formação de 120 técnicos de saúde e fornecimento de medicamentos essenciais.

No âmbito da justiça salientou a elaboração e validação da política nacional de proteção da criança, e a aprovação dos códigos da lei da família e da proteção da criança.

“Sabemos que ainda resta muita coisa a fazer em matéria dos direitos e saúde da criança, mas eu tenho um sentimento positivo de bom trabalho que foi feito junto das autoridades de São Tomé e Príncipe para a promoção, respeito e a realização dos direitos da criança”, sublinhou.