Joana Teixeira, uma menina de sete anos, morreu na segunda-feira da semana passada, dois dias depois de ter sido transferida com urgência para o Hospital de S. João, no Porto. A criança, aluna no Centro Escolar da Gandra, na Maia, morreu na sequência da falência dos rins, conforme noticiou o Correio da Manhã. Segundo a explicação que o médico deu à família, e que o jornal avança, a doença teria sido provocada por uma bactéria infecciosa transmitida pelo hamster que era o animal doméstico da família.

Os sintomas apresentados eram vómitos e diarreia, que duraram ainda alguns dias. A menina acabou depois por ser levada ao Hospital de Alfena, em Valongo, mas o estado de saúde agravou-se, razão pela qual foi transferida para o Hospital de S. João.

De acordo com a Autoridade de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde Maia/Valongo (ACES Maia/Valongo), a transmissão da doença de pessoa para pessoa (fecal-oral) é possível, por exemplo, por ingestão de alimentos ou água contaminados. A Administração Regional De Saúde Do Norte ainda está “proceder à investigação epidemiológica” da doença, mas, em comunicado, a ACES informou o centro escolar que se “trata de um caso isolado de doença infeciosa, causada por uma bactéria que raramente causa doença humana com esta gravidade”, não tendo sido observados “outros casos da mesma doença”, conforme divulgado pelo site Notícias Maia.

Os pais dos colegas de Joana Teixeira estão preocupados e pedem explicações à escola, à Câmara da Maia e às autoridades de saúde.

Queremos saber o que se passou e se os nossos filhos não correm perigo. Sabemos que esta criança conviveu com os colegas e já há, hoje, uma outra criança com os mesmos sintomas de vómitos e de diarreia” disse ao Correio da Manhã o pai de um aluno.

A segurança e saúde dos filhos é nesta altura a preocupação dos pais e o diretor do Agrupamento de Escolas, Manuel Ferreira, garante: “informámos os encarregados de educação de que a doença é transmissível e quais os procedimentos de prevenção a seguir. Aguardamos por instruções superiores sobre o protocolo a seguir pela escola”. O documento divulgado pela ACES garantiu agora que “não se justificam medidas adicionais, não havendo motivos para a interrupção das normais atividades escolares nem do funcionamento da cantina escolar”.

A Direção da escola emitiu uma nota onde refere que a Autoridade de Saúde recomenda medidas de proteção como o afastamento de qualquer aluno, docente ou não docente que tenha sintomas da doença, e onde os cuidados de higiene pessoal e alimentar comuns são também aconselhados.

O Bastonário da Ordem dos Veterinários, Jorge Cid, diz que “há casos destes relatados”, mas que são “raríssimos”, acrescentando que “se houver cuidados de higiene e controlo de um veterinário, o risco de isto acontecer é muito diminuto”. Jorge Cid sublinha ainda que não conhece este caso específico.

Atualizado às 11h30 com o comunicado da Autoridade de Saúde.