A criminalidade violenta em Macau baixou 2,3% entre janeiro e setembro, para 594 casos, comparativamente aos primeiros nove meses de 2016, enquanto o crime de burla cresceu 27,9%, anunciou esta terça-feira o secretário para a Segurança.

Wong Sio Chak, que fazia o balanço da criminalidade nos primeiros nove meses do ano em Macau, esclareceu que os casos de burla passaram de 549 para 702 ocorrências, sendo que a “criminalidade relacionada com a burla telefónica” subiu de 20 para 120 casos.

Depois de lembrar que a percentagem de crimes graves no território continua baixa, o responsável destacou que o ambiente na cidade “manteve-se estável e seguro”.

Wong Sio Chak alertou ainda para o surgimento recente de novos tipos de burla no território, nomeadamente esquemas em que os burlões se fazem passar por funcionário da administração pública e assim enganarem os cidadãos. Perante o que qualificou como um “aumento rápido dos casos da burla telefónica”, as autoridades criaram já um mecanismo de operação conjunta para haver maior coordenação na prevenção e combate a estas ocorrências.

Quanto à criminalidade relacionada com o setor do jogo, a polícia instaurou no período em análise 339 processos ligados ao “crime de sequestro” (cárcere privado), números que apontam para uma descida de 2,9% face ao mesmo período do ano passado. Também foram iniciados 318 procedimentos por “crime de usura” (agiotagem), uma quebra 8,6%, comparativamente aos primeiros nove meses de 2016.

O responsável indicou também que as autoridades do território exigiram às seis operadoras de jogo do território a aquisição urgente de equipamentos de inspeção, assim como o reforço das capacidades de segurança preventiva e a melhoria das respetivas instalações.

Estas exigências foram deixadas às operadoras durante uma série de reuniões realizadas na sequência dos ataques terroristas registados este ano em Manila e em Las Vegas, Estados Unidos.

Wong Sio Chak esclareceu que, em simultâneo, foi pedido às operadoras de jogo para criarem um mecanismo de cooperação e comunicação destinado a responder a emergências, e para procederem a uma calendarização para concluírem e aplicarem estas exigências do Governo.