O Comité de Ética da FIFA anunciou esta terça-feira ter irradiado do futebol três antigos dirigentes do organismo de cúpula do futebol mundial, depois de estes se terem assumido culpados de corrupção num processo nos Estados Unidos.

A decisão ‘atinge’ o antigo presidente da federação do Guam, Richard Lai, que também trabalhou no comité de audiências da FIFA, bem como o antigo presidente das federações da Nicarágua, Julio Rocha, e da Venezuela, Rafael Esquivel.

Rocha liderava o departamento de desenvolvimento da FIFA, enquanto Esquival era também vice-presidente da Confederação Sul-Americana (CONMEBOL).

Segundo a FIFA, os três foram “suspensos para a vida de qualquer atividade relacionada com futebol, a nível nacional ou internacional”.

Lai, Rocha e Esquivel fazem parte de um escândalo de corrupção no qual foram acusados 42 antigos executivos ligados ao futebol internacional, num tribunal de Nova Iorque, sendo que os três se assumiram culpados.

Segundo a acusação, foram efetuadas várias transferências de dinheiro para garantir o apoio durante as eleições para a presidência da FIFA, com o processo a envolver várias dezenas de dirigentes.

Entre eles está um “oficial sénior da FIFA, da Federação do Kuwait e do Comité Olímpico da Ásia (OCA)”, detalhes que podem apontar para Sheikh Al-Sabah, que em abril se demitiu da FIFA, mas não do Comité Olímpico Internacional, depois de serem conhecidos os dados da acusação.