Depois do regresso protagonizado em 2015, após um longo período de interrupção, está de volta o Salão do Automóvel em Lisboa. Este ano com a presença de 27 marcas, a promessa de meia centena de novidades e até a realização de um ciclo de conferências e palestras, sobre os mais variados temas relacionados com o automóvel.

De portas abertas desde ontem, o Salão do Automóvel é também a oportunidade de os portugueses poderem não apenas admirar os cerca de 300 veículos expostos, como também aproveitarem algumas das campanhas e promoções que vão estar a decorrer apenas durante o evento.

Bilhetes a partir de 5€

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O Salão do Automóvel 2017 está aberto de 22 a 24 de Novembro, das 15h00 às 23h00; no dia 25, das 10h00 às 23h00; e no dia 26, das 10h00 às 20h00.

Quanto aos ingressos, que podem ser adquiridos nas bilheteiras da FIL e através da Ticketline, têm como preços os 5€, no caso do bilhete individual, ao passo que o bilhete de família (2 adultos + 2 crianças dos 11 aos 16 anos) custa 9€. Crianças até aos 11 anos não pagam.

Com uma área total de 23.000 m2, abarcando dois pavilhões da Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações, em Lisboa, o Salão do Automóvel volta a contar, nesta edição, com veículos novos, mas também semi-novos e usados. Algo que é explicado, pela própria entidade organizadora, a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), com o facto de ser “um salão adaptado à realidade do sector”. Ou seja, “um salão de exposição, mas também de vendas”.

Do DS7 Crossback ao Mitsubishi Eclipse Cross

Quanto aos modelos que fazem a sua estreia em território nacional, destaque para a presença de propostas como o SUV topo de gama da DS, o DS7 Crossback, que já pode ser encomendado entre nós, ainda que com as primeiras unidades a chegarem apenas em 2018, ou os novos Hyundai Kauai e i30 N – o primeiro com uma campanha especial durante o salão, com preços a partir de 16.900€, ao passo que o segundo ainda não disponível.

Igualmente presentes pela primeira vez, entre nós, o novo topo de gama híbrido da Lexus, o LS 500h, que surgirá acompanhado pelo coupé LC 500h e pelos renovados CT 200h e NX 300h, além da nave Skyjet do filme “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, assim como o mais recente SUV da Mitsubishi, o Eclipse Cross.

Já no stand da Seat, situado no Pavilhão 1, estão expostos os novos modelos Arona e Ibiza, o Ateca, a gama Leon (Leon 5p CNG e Leon ST Cupra), o Alhambra e ainda o Seat 600 – o modelo mais icónico da marca espanhola até à chegada do Ibiza, que celebra este ano o seu 60.º aniversário.

Como não poderia deixar de ser, os novos SUV no mercado são um dos atractivos do Salão e, a prová-lo, aí está a estreia nacional do “português” T-Roc, o Volkswagen que se presta a até 600 combinações possíveis, exacerbando as possibilidades de personalização.

Outra das presenças em destaque, numa das entradas do Pavilhão 2, é o novo CX-5, que acaba de conquistar o galardão de “Melhor Familiar” no âmbito dos galardões ‘Women’s World Car of the Year’. O SUV nipónico faz-se representar por dois exemplares, ambos equipados com o bloco turbodiesel 2.2 Skyactiv-D de 150 cv, dotado das mais recentes evoluções, com vista a melhores consumos e emissões, e no nível de equipamento Excellence (de topo).

Os ausentes

Realizado segundo uma perspectiva já não tão internacional, mas bastante mais direccionado para o mercado nacional, o Salão do Automóvel de 2017 volta a contar, mais uma vez, com algumas ausências importantes. É o caso, por exemplo, de marcas como a Renault, a BMW ou a Mercedes-Benz. Situação que, segundo o Observador conseguiu apurar junto de uma fonte da marca da estrela, tem a ver “com o investimento que a presença implica e que não compensa, uma vez que depois não se traduz em negócios que o justifiquem”.

Segundo esta mesma fonte, “nem mesmo os concessionários [Mercedes] quiseram marcar presença”. Já que, salienta, “a maior parte das pessoas que vão a este tipo de eventos, não vão a pensar em fazer negócio, mas sim para admirar os carros”.

Já a Renault, explicou a sua ausência através do seu director de Comunicação. “Estivemos presentes em 2015, ano em que o Salão regressou. Uma vez terminado o evento, fizemos uma avaliação e chegámos à conclusão que não valia a pena, motivo pelo qual decidimos agora não estar presentes”, declarou Ricardo Oliveira, ao Observador.

“É uma feira de automóveis”

Uma das 27 marcas presentes, através de um representante que prefere não ser identificado, disse-nos que “mais do que um salão, o evento é, hoje em dia, uma feira de automóveis com carros novos, semi-novos e até usados, com até quatro anos.”

“Ao contrário do que acontecia até 2008, já não existem propriamente espaços de exposição elaborados segundos as regras que são sempre impostas pelas sedes das marcas. Presentemente, os locais de cada marca estão assinalados apenas com bandeirinhas e o logótipo, sendo que a decoração é igual para todos”, acrescenta a mesma fonte. No entanto, concluiu, “pelo menos no nosso caso, continuamos a conseguir fazer negócios”.

Já a directora de Marketing e Comunicação da Seat Portugal, Teresa Lameiras, encara o evento como uma hipótese de estreitar laços: “O Salão do Automóvel é uma oportunidade para apresentarmos as últimas novidades da marca e para estabelecermos um diálogo mais estreito com os atuais e potenciais clientes.”