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Cultura

Quatro dias de atividades em Lisboa para aproximar crianças do património cultural

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, vai receber durante quatro dias uma iniciativa que pretende aproximar crianças e famílias do património cultural.

ALBERTO FRIAS/LUSA

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, vai receber durante quatro dias uma iniciativa que pretende aproximar crianças e famílias do património cultural, através do contacto com áreas tão diversas como dança, música, arte rupestre, pintura ou fotografia.

A segunda edição do Festival Aproxima-te!, que decorre entre quinta-feira e domingo, no Centro Cultural de Belém, visa isso mesmo: aproximar crianças, adultos, pais, professores e profissionais da educação da cultura e do património, através de uma “experiência singular para consumo de matérias patrimoniais e culturais”, disse à Lusa Catarina Gonçalves, diretora do festival.

“Normalmente, os museus e monumentos têm vigilantes que, perante a aproximação de crianças das peças, dizem de forma agressiva: não pode mexer”, afirmou, considerando que “falta trazer para a cultura a lógica da experimentação do Pavilhão da Ciência Viva ou do Oceanário”.

É isso mesmo, então, que este festival se propõe fazer, rompendo com a “experiência hermética” que a cultura continua a ser, principalmente para as crianças.

“O que trazemos é a prática da área científica, da experimentação, das mãos na massa”, disse Catarina Gonçalves, adiantando que o festival terá uma série de atividades, a que um só bilhete dará acesso.

A diretora do evento afirmou que houve uma preocupação por parte da organização de “celebrar todas as manifestações artísticas”, abrangendo a dança, a música, a pintura ou a fotografia.

Haverá um ateliê de construção de brinquedos e outro de mosaico, bem como uma experiência do Alentejo, intitulada “pãotrimónio”, e que consiste num ateliê ligado ao pão e à dieta mediterrânica.

Catarina Gonçalves destacou também um momento de ‘graffiti’ que pretende aproximar os jovens da arte rupestre, numa experiência mais dinâmica do que, por exemplo, a visita às gravuras rupestres de Foz Coa.

“É mais fácil perceberem o que é a arte rupestre se partirem do graffiti, porque no fundo é o mesmo artista, com a mesma forma de expressão que os nossos antepassados usaram nas grutas e depois nos murais de frescos”, considerou, acrescentando que o objetivo é também fazer perceber que “a arte rupestre não está morta”.

Outras atividades incluem a interação com objetos do quotidiano do período pré-histórico, uma oficina de construção de motivos natalícios e outra que ensina os mais novos a construir máquinas fotográficas em cartão e cartolina.

A iniciativa “Quando for grande quero ser…” coloca frente a frente crianças e reconhecidas personalidades de diversas áreas profissionais, e “Afonso Henriques – o conquistador” pretende dar a conhecer melhor esta figura da História de Portugal.

No sábado haverá um “peddy-paper pela cidade fora” que ajudará os participantes a descobrir o património de Belém e uma outra viagem pelo património será possível graças à realidade virtual.

No âmbito da conferência de educação patrimonial, inserida no festival, cujo tema é “Os Miúdos e o Património: oportunidades e desafios”, será debatida a educação patrimonial em Portugal.

O Festival Aproxima-te! é promovido pela Spira — revitalização patrimonial, uma entidade que promove a ativação do património em Portugal, com o apoio da Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e do CCB, para além do apoio institucional da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

O valor dos bilhetes é de 3,50 euros por pessoa, por dia, para as atividades todas, e de sete euros para as famílias (independentemente do número de elementos).

As crianças com menos de quatro anos não pagam e o bilhete para grupos escolares custa 15 euros.

Na quinta e na sexta-feira as atividades são dirigidas às escolas, enquanto o fim de semana fica reservado às famílias.

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