O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta quinta-feira que reduziu em 1.100 milhões de euros, a pedido do Banco da Grécia, o limite máximo que as instituições financeiras gregas podem pedir através do mecanismo de provisão de liquidez de urgência.

O Banco da Grécia informou esta quinta-feira que a diminuição do limite máximo de crédito reflete a situação de liquidez das entidades gregas tendo em conta o fluxo de depósitos do setor privado e que, com o decréscimo de 1.100 milhões de euros, o limite máximo do mecanismo de provisão de liquidez de urgência (ELA, Emergency Liquidity Assistance) fixa-se em 25.800 milhões de euros até 14 de dezembro.

No último mês, três dos quatro principais bancos gregos, o Banco Nacional da Grécia (BNG), o Eurobank e o Banco do Pireo, financiaram-se nos mercados, depois de uma ausência de três anos, através da venda de obrigações, na maioria a investidores institucionais.

Este regresso aos mercados permite aos bancos reduzir a dependência dos créditos do ELA.

A banca grega recebeu os créditos de emergência depois de, em meados de fevereiro de 2015, o BCE ter deixado de aceitar a dívida grega como garantia nas operações de refinanciamento.

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Desde que o BCE voltou a aceitar, em finais de junho do ano passado, a dívida grega, o limite máximo do ELA desceu, porque os bancos puderam voltar a recorrer a este instrumento para adquirir liquidez.

O ELA foi neste período praticamente o único canal pelo qual os bancos podiam aceder a financiamentos de forma excecional e a curto prazo através do Banco da Grécia, ainda que a uma taxa de juro de 1,55%, muito acima da praticada pelo BCE nas operações ordinárias de refinanciamento.

A única subida do limite ocorreu a 23 de março, quando o BCE aumentou o ELA em 400 milhões de euros devido a uma redução importante dos depósitos registados pelas entidades gregas devido à incerteza gerada pelos atrasos que estavam a ocorrer na negociação entre a Grécia e os credores.