Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

“Caía o Carmo e a Trindade” se Passos Coelho dissesse aquilo que disse Marcelo Rebelo de Sousa sobre a política orçamental do governo e, em particular, a questão polémica da progressão nas carreiras. Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, deu uma entrevista ao jornal Eco em que afirma que o partido vai precisar “muito de afetos” para ganhar as eleições em 2019 e acusa o PS, ainda sobre as questões orçamentais, de “deixar a fatura para quem vier à frente”.

É esse o “padrão do PS”, diz Hugo Soares: gastar, comprometer o país com gastos futuros, deixando a fatura para os governos posteriores. Hugo Soares, que lembra que foi o PS quem congelou o tempo e a progressão das carreiras dos professores, acusa o governo de querer “fugir pelos pingos da chuva”, mudando várias vezes de posição e acabando por dizer que tudo será pago na próxima legislatura.

É preciso dizer ao país o que o senhor Presidente da República disse: o país tem condições? Se o país tiver condições, obviamente que é justo que essas pessoas possam ver o tempo contado nas progressões de carreira. Nós já tínhamos dito que as carreiras deveriam ser descongeladas. O que nós não admitimos é esta lógica demagógica. O Governo criou um problema, com os partidos que o suportam, de gestão de expectativas”.

Para Hugo Soares, a progressão nas carreiras deve ser baseada no mérito — que é “o fundamental em tudo” — mas diz que essa é uma posição pessoal.

Acrescentando que tanto Rui Rio e Pedro Santana Lopes são “excelentes candidatos à liderança do PSD”, Hugo Soares diz que “o PSD precisa muito de afetos para ganhar as eleições de 2019. Precisa de credibilidade, de competência de um projeto alternativo e tenho a certeza que qualquer um dos líderes, seja ele o doutor Rui Rio ou o doutor Pedro Santana Lopes, emprestará essas qualidades pessoais ao PSD”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR